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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Último Capítulo de 'Vale Tudo' no Viva


O canal “Viva” apresenta na noite de hoje o último capítulo de “Vale Tudo”. Mesmo num canal fechado, a sua repercussão foi surpreendente e muita gente pode acompanhar um dos melhores trabalhos de Gilberto Braga. Menos ele.

Por causa de “Insensato Coração”, quase não teve tempo para isso.

domingo, 10 de julho de 2011

Atrizes de Odete Roitman, Celina e Lucimar juntas 23 anos depois

A Retratos da Vida, que reviu "Vale tudo" como se fosse a primeira vez, faz uma homenagem ao sucesso que este clássico da TV obtém no canal Viva em sua reprise. Antes de os últimos capítulos irem ao ar, convidamos três atrizes veteranas para um brinde: Beatriz Segall e Nathália Timberg, representantes da sala de estar mais chique da trama, e Maria Gladys, a inesquecível empregada, dona das melhores tiradas do folhetim. No tim-tim, um bate-papo delicioso com as intérpretes de Odete Roitman, Tia Celina e Lucimar.



Beatriz Segall, Nathália Timberg e Maria Gladys
Beatriz Segall, Nathália Timberg e Maria Gladys Foto: Urbano Erbiste / Extra

A pergunta que o Brasil fazia era: "Quem matou Odete Roitman?". Para garantir o sigilo, todos os atores do elenco foram convocados para a gravação do capítulo em que seria revelado o assassino. "Lembro que cheguei e Nathália estava sendo maquiada. Todos eram suspeitos. Só que um contra-regra chegou e disse: ‘Dona Nathália, não foi a senhora, não precisa ser maquiada’. Imagina se tivesse sido ela? Que tinha atuado brilhantemente como a irmã boa...", lembra Beatriz.
Maria Gladys emprestou seu jeito cômico a Lucimar, dando destaque para a empregada na trama. "Lucimar não falava muito. Um dia, em cena, abri a geladeira e tinha um queijo velho dentro. Peguei e disse ‘É maionese ou sabonete?’. E aí ela começou a ter mais falas", festeja ela, que atuou até no figurino: "Uma camareira tinha uma blusa de oncinha bem justinha que gostei e achei que cairia bem na Lucimar. Usei em uma cena e a roupa acabou entrando no armário da personagem para sempre. A camareira adorou!".




A morte de Odete mexeu tanto com o povo brasileiro que o número do túmulo da personagem virou aposta no jogo do bicho. Beatriz, que na época não soube dessa febre no jogo do bicho, se surpreendeu alguns anos depois ao saber da história por um taxista. "Entrei no carro e ele disse que precisava me agradecer. Contou que deixou passar um mês do final da novela para ganhar sozinho, e jogou no bicho o número do túmulo da Odete. Falou que, com a bolada que ganhou, comprou o táxi e deu conforto para a família."
"Com a Odete a gente também aprendia lições de boas maneiras. Lembro que ela dizia que temos que servir água em coquetéis. Toda vez que vejo água num evento, lembro dela. E também ensinava que não precisa servir a água num pratinho, que pode ser direto da nossa mão", lembra Maria, divertindo Nathália e Beatriz, que logo a corrige. "A própria dona da casa pode servir direto da mão, mas, se for a empregada, ela deve servir com um pratinho", esclarece.




É inevitável. Fala-se em "Vale tudo" e logo Lídia Brondi vira assunto. "A ausência da Lídia é uma coisa que você dificilmente engole. Era uma atriz de uma sensibilidade... Nunca mais a vi. Dá saudade de vê-la", lamenta Nathália. Beatriz interrompe: "Ela é uma excelente psicóloga, é uma gracinha de pessoa e está muito feliz".
"Vale tudo" teve autoria de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Aguinaldo e Gilberto negam briga, mas no meio artístico comenta-se que os autores não se dão muito bem desde a novela. Maria lembra quando a rixa começou: "Encontrei Gilberto na rua e agradeci pela personagem. Sabe o que ele me disse? ‘Agradeça ao Aguinaldo, é ele quem escreve os papéis de pobre’". E Beatriz complementa: "Ele sempre dizia isso. Vai ver que é por isso que eles não se dão bem hoje".



Maria Gladys, numa cena de 'Vale tudo'
Maria Gladys, numa cena de 'Vale tudo' Foto: Divulgação

Nathália, no ar em "Insensato coração", lamenta não ter tempo para acompanhar a novela atualmente. "Acordo 5, 6h da manhã. Não sou uma dondoca. Uma vez ou outra vou lá para matar a saudade". Já Beatriz, em cartaz com a peça "Conversando com mamãe", tem um esquema em casa: "Tenho uma pessoa que grava para mim. Fiquei embasbacada com a cena na casa da Celina depois do assassinato da Odete. Foi sensacional. O capítulo é uma perfeição, que atores! Foi a melhor novela que a Globo já fez!", diz, elogiando a atuação de Nathália em seguida. Já Maria, assume que a novela virou uma festa em sua vida: "Quando começou a reprise eu não assistia. Agora, não perco um capítulo. Tenho ficado tão emocionada com a novela que volto correndo para casa na hora em que vai passar".

Fonte:Retratos da Vida/Extra

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Assassinato de Odete Roitman no 'Viva'

A novela “Vale Tudo” novamente está chegando ao fim. Nesta quinta-feira (30), Odete Roitman foi morta. O folhetim, que é transmitido pelo canal “Viva”, virou febre nas madrugadas. A onda de expectativa para saber quem matou a personagem ressurgiu e gerou polêmica após 22 anos da sua primeira exibição.


Em janeiro de 1989, os brasileiros viviam uma polêmica na teledramaturgia sobre a morte da personagem de Beatriz Segall. A Rede Globo fez mistério durante 11 capítulos e ainda realizou um concurso para quem descobrisse o real assassino. Na época, cerca de dois milhões e meio de cartas foram enviadas para a emissora. Entre os possíveis culpados estavam: o mordomo Eugênio, César Ribeiro e Marco Aurélio.


A morte foi desvendada por poucos e nem mesmo pelos próprios atores. O suspense foi realizado até o último capítulo no qual foi revelado que Odete Roitman foi morta, por engano, por Leila (Cássia Kiss). Ela acreditava que estaria atirando em Maria de Fátima, personagem de Glória Pires, que era amante de seu marido. A gravação do último capítulo aconteceu no dia em que o mesmo foi exibido, os atores receberam o roteiro na hora e gravaram cinco finais diferentes.


Na reprise desta quinta, a cena em que Odete Roitman foi assassinada ainda deixa muitos amantes da novela com a pulga atrás da orelha.


Para você, Qual seria o melhor final para a novela “Vale Tudo”? Responda abaixo e diga como deveria ser o último capítulo do folhetim.


Uol Televisão

sábado, 18 de junho de 2011

Antes e Depois do elenco de 'Vale Tudo'

Veja como estão os protagonistas da novela 'Vale Tudo' 23 anos depois:




Por onde andam?
Antonio Fagundes e Glória Pires estão atuando em 'Insensato Coração', trama das 9 também de Gilberto Braga e mesma direção:Dênis Carvalho.


Regina Duarte está gravando a macrossérie O Astro.


E Beatriz Segall acaba de participar da série Lara com Z.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Três obras de Gilberto Braga no Ar


A programação de TV tem dessas coisas. Os fãs de Gilberto Braga vivem um momento único. Dá para passar a noite inteira assistindo só aos trabalhos do escritor. Começa com “Insensato coração’, na Globo. Depois, no Viva, emenda-se “Anos rebeldes” e “Vale tudo”. Um curso intensivo de Gilberto Braga, diariamente, a partir de 9 da noite.


“Vale tudo” vive seus momentos finais. Amanhã, vai ao ar o capítulo 176. A novela teve 204 capítulos. Começa a ser armada a trama que culmina com o assassinato de Odete Roitman. Uma trama para o melhor dos escritores de romances policiais não botar defeito. É impressionante como, agora, assistindo-se à reprise da novela, percebe-se que “Vale tudo” não teve um só período de embromação. Quer dizer, os autores podem até identificar aqui ou ali um momento em que a trama não foi para a frente. Mas o espectador não. Do começo ao fim, do primeiro ao último capítulo, Gilberto Braga _ no caso, em parceria com Aguinaldo Silva e Leonor Bassères _ esteve sempre avançando sua história. De uma maneira ou de outra, todos os personagens se envolviam e estavam envolvidos na trama principal. Havia tramas paralelas, é claro, mas a trama principal era tão forte que elas nem eram muito percebidas. “Vale tudo” é uma novela de época. Tão de época, que o teste de DNA ainda era chamado de ADN. Mas provou-se atualíssima. Fala de um Brasil do tempo da hiperinflação, das aplicações de overnight, das correções monetárias feitas por OTNs. O Brasil de hoje é outro. Mas fala também de ética e, neste ponto, é triste admitir que o país não mudou muito. Ainda hoje, vale tudo.
“Anos rebeldes” são outros quinhentos. O mundo ideal de todo autor de novela é um mundo em que só haja minisséries ou em que ele possa contar em 20 capítulos uma história que, na maioria das vezes, é obrigado a contar em 200. Em “Anos rebeldes”, Gilberto Braga foi além. Trouxe, pela primeira vez, para a televisão a história do Golpe de 64 como pano de fundo de uma irresistível história de amor.
Como já tinha feito em “Anos dourados” e fez depois na pouco valorizada “Labirinto”, Gilberto Braga provou que um mês no ar, com capítulos diários, é o tempo ideal para uma história ser bem contada. Foi tempo suficiente para se desenvolver uma trama complexa com personagens marcantes.
Mas, assistindo-se ao mesmo tempo aos três trabalhos _ “Vale tudo”, “Anos rebeldes” e “Insensato coração” _, nota-se que Gilberto Braga é mais original justamente em “Insensato...”. Não é a obra mais bem-sucedida das três. Nem por isso pode-se falar em fracasso. Na verdade, a novela, uma parceria com Ricardo Linhares, vem obtendo, com freqüência, índices de audiência no Ibope superiores a 40, o que comprova a adesão do público. Mas ela provoca uma estranheza, sem dúvida. “Insensato coração” aproxima-se do formato do seriado americano. Como no seriado, não há uma trama central. Há um grupo de personagens fixos que vivem situações diferentes a cada episódio. Na novela, um episódio de seriado equivaleria a uma minitrama de 10 ou 20 capítulos. Como no seriado, há participações especiais que saem de cena quando perdem sua função. E os personagens fixos permanecem para viver outras situações.
Não se pode negar que poucas vezes a teledramaturgia brasileira produziu uma novela com tanta ação. Para quem vive reclamando de que nada acontece nas novelas... Dono de um domínio completo das técnicas de dramaturgia, como pode ser atestado em “Vale tudo” e “Anos rebeldes”, Gilberto Braga parece querer inovar. E há mesmo algo de novo em “Insensato coração’’. Só que também fica a impressão de que este “novo” ainda não encontrou a forma ideal. Deu certo. O Ibope comprova. Mas “Insensato coração” tem jeito de um protótipo do que ainda virá a ser uma novela.

Artur Xexéo

sábado, 16 de abril de 2011

Roque Santeiro é a próxima novela do Viva no lugar de Vale Tudo



Vale Tudo” já tem substituta no Canal Viva: “Roque Santeiro”. A trama de Gilberto Braga chega ao fim no dia 8 de julho. “Roque Santeiro”, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, foi exibida pela Globo em 1985 e fazia uma sátira à exploração política e comercial da fé popular no Brasil.
Protagonizada por Regina Duarte, na pele da viúva Porcina; Lima Duarte, como Sinhozinho Malta e José Wilker, como o personagem título, a trama se passa na fictícia cidade de Asa Branca, onde as pessoas acreditam no santo milagreiro Roque Santeiro, que teria morrido como mártir para defender a cidade de um bandido.

domingo, 3 de abril de 2011

Maconha em 'Vale Tudo'

LÍDER DE AUDIÊNCIA NA TV PAGA,
FOLHETIM DE 1989 MOSTRA PREPARAÇÃO
DE BASEADO

Contrariando a onda do politicamente correto, "Vale Tudo" (1989), exibida no canal Viva, está causando barulho. Em capítulos recentes, o folhetim fez menção explícita ao uso de maconha, mostrando o mau-caráter César Ribeiro (Carlos Alberto Ricelli) preparando um baseado em sua sala de estar. À coluna Gilberto Braga, coautor de "Vale Tudo", afirma ser contra drogas. "Não houve nada disso [apologia à maconha]. Foi [escolha da] direção e não texto." Procurado, Dennis Carvalho, diretor da trama, tenta evitar a polêmica. "A história tem um tom crítico. O assunto não esteve em pauta de forma gratuita. Não houve essa associação com apologia."

quinta-feira, 31 de março de 2011

Por onde andam atores e atrizes sumidos de Vale Tudo?

Quem acompanha a reprise de “Vale tudo”, no canal Viva, vive se perguntando o que aconteceu com atores que eram estrelas de TV 20 anos atrás. Mas outro jogo divertido é identificar na novela figurantes que se transformaram em estrelas de agora. Logo no começo da trama, Maria de Fátima (Glória Pires) — mesmo quem não está revendo a novela ou que nunca a assistiu sabe quem é Maria de Fátima, não sabe? — vai fazer um teste de modelo na revista "Tomorrow" para participar da campanha de um anunciante. Na sala de espera, ela se encontra com suas concorrentes. No meio de vários rostos bonitinhos, a cãmera não resiste e dá um close em... Adriana Esteves! Sem fala, em um de seus primeiros papeis na televisão (talvez tenha sido o primeiro), ela já emite o brilho que, mais tarde, todos reconheceriam. E olha que ela nem ganhou aquele teste da ficção.
Muitos capítulos depois, é a vez de Ivan (Antônio Fagundes) e Raquel (Regina Duarte) se reencontrarem, por acaso, num hotel de luxo em Copacabana onde se realizava um congresso de turismo (mesmo quem não acompanha a novela sabe quem são Ivan e Raquel, não sabe?). Na recepção, um funcionário se destaca e chega a dialogar com um dos personagens da novela. Bem, não é um diálogo travado com um dos protagonistas. O funcionário conversa com Olavo (Paulo Reis), um personagem periférico mas que, no fim da trama, quando Odete Roitman (Beatriz Segall) é assassinada, ele se torna um dos suspeitos de ter cometido o crime (não vou nem comentar que todo mundo sabe quem é Odete Roitman). Pois o funcionário é... Humberto Martins, antes de se tornar um descamisado das novelas das sete.
Mas a mais divertida das aparições especiais aconteceu na semana passada. Nem era uma cena importante. Funcionou mais como uma ação de merchandising. Solange, a produtora de moda da “Tomorrow”, vai a uma loja de lingerie buscar roupas para uma das produções da revista. ali, é atendida por uma balconista que não se cansa de descrever as qualidades irrefutáveis da marca de lingeri em questão. Pois a balconista é... Soraya Ravenle. Ninguém a conhecia na época. Se os autores a conhecessem, certamente não perderiam a oportunidade de fazer a balconista cantar.

Artur Xexéo

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Lilia Cabral em Vale Tudo (Aldeíde Candeias)


Lilia Cabral, que estará na próxima novela de Aguinaldo Silva, "Fina estampa", posou para a capa e da revista "Camarim" (na foto abaixo) de fevereiro. Na entrevista, a atriz contou que está acompanhando a reprise da novela "Vale tudo", exibida pela primeira vez em 1989 na Globo. E que fica impressionada com a moda daquela época.


- Tenho visto alguma coisa e escutado muitos comentários, principalmente dos jovens. Está sendo muito engraçado me rever com aquelas roupas, uma mistura de Xuxa com Cyndi Lauper. Como a gente podia achar aquilo bonito?! - pergunta ela, bem-humorada.


E, mesmo com quase 30 anos de carreira, ela afirma que "ainda bate aquela insegurança" antes de uma estreia.


- Tem que bater. O dia em que não eu não tiver mais insegurança, é porque fali como atriz. A gente não pode achar que já sabe tudo - diz ela, que está em cartaz no Rio com a peça "Maria do Caritó". - Se eu ficar só na TV, me esgoto. Por mais que faça papéis diferentes, as pessoas vão me ver sempre da mesma forma. Preciso do teatro para evoluir.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Por onde anda Lala Deheinzelin, a 'Cecília' de Vale Tudo?


De volta ao Brasil, depois de uma temporada de 40 dias no Japão e na China, Lala Deheinzelin não entendeu por que voltou a ser tão reconhecida nas ruas. Distante da TV há quase 20 anos, a ex-atriz não sabia que estava no ar de novo como a lésbica Cecília de “Vale tudo”, sua personagem mais marcante. “É impressionante como as pessoas ainda me reconheciam, mas agora aumentou”, diz ela, hoje com 52 anos.


Lala abandonou a carreira para se dedicar a outros projetos. Ela é especialista mundial do que ela chama de economia criativa e desenvolvimento sustentável, e viaja o mundo dando palestras: “Ser atriz foi para mim uma experimentação. Guardo boas lembranças, mas fazer novela não era fácil, era sempre tenso”. Vivendo o primeiro casal lésbico da TV (sua parceira era a atriz Cristina Prochaska), Lala Deheinzelin não foi alvo de preconceito: “Nunca senti. Focamos na questão afetiva do casal e o público aprovou”. No ano passado, o convite para voltar à TV em “Cinquentinha” foi recusado: “Só voltaria como apresentadora”.


Fonte:Extra

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A reprise de 'Vale Tudo' no 'Viva'


Mesmo que para saber quem matou Odete Roitman baste digitar as palavras certas no Youtube, a novela "Vale Tudo" voltou a se transformar em fenômeno depois que começou a ser exibida no canal pago Viva, na semana passada.


A trama, que além da vilã vivida pela atriz Beatriz Segall tem uma galeria grande de personagens inesquecíveis --como Heleninha (Renata Sorrah), Maria de Fátima (Gloria Pires), Raquel (Regina Duarte) e Solange (Lídia Brondi)-- entra quase diariamente para os trending topics, a lista de assuntos mais comentados do Twitter, quando está sendo exibida.


"Alguém aqui está revendo a novela 'Vale Tudo'? Eu estou praticamente escravizado", comenta um usuário do serviço de microblogging. "Isso sim vale a pena ver de novo!", se empolga outra.


O detalhe é que o horário escolhido para a reprise é de madrugada, às 0h45. A trama também passa novamente ao meio-dia.


Diversos usuários afirmam que a novela tem sido responsável pelo "sono tardio". "Minha insônia tem nome: 'Vale Tudo'. Que novela sensacional", afirma um. "Bom dia para quem assistiu 'Vale Tudo' até de madruga e não conseguiu acordar às 7h", ironiza outro.


Consultado, o canal Viva diz que ainda não tem os números de audiência da novela.


Mesmo sem dados oficiais, muitos internautas têm certeza de que a novela caiu mesmo --novamente-- nas graças do público.


"Pelos comentários aqui, a reprise de 'Vale Tudo' no canal Viva está dando mais ibope que o 'Programa do Jô' (Globo)", diz um. "Acho que se 'Vale Tudo' passasse no horário das 21h ia ter mais audiência do que 'Passione'", aposta outro.


A atriz Beatriz Segall, que viveu a empresária Odete Roitman na novela "Vale Tudo", que está sendo reprisada


SAUDOSISMO


Entre os comentários sobre a novela, há principalmente elogios ao texto da trama, que para eles continua atual.


"O discurso de Odete Roitman sobre o Brasil continua atual. A reprise de 'Vale Tudo' é uma utilidade pública", afirma um internauta. "Assistindo o canal Viva a gente consegue perceber como se desaprendeu a fazer televisão", concorda outro.


Parte dos internautas se diverte ainda relembrando o final dos anos 80, "tempo em que videocassete era modernidade e só o filho da Odete Roitman tinha".


"Vou comprar a trilha sonora de Vale Tudo em vinil só para criar um clima...", diverte-se um rapaz no Twitter. Para outra usuária do site, "é muito engraçado ver os atores todos novinhos". Enquanto isso, um terceiro se choca com uma cena em que a mocinha e seu amigo se preparavam para fumar um baseado. "Estranho ver isso, mas era 1988", afirma.


MUSEU


Voz dissonante na internet, o autor de novelas Aguinaldo Silva, que assinou o texto de "Vale Tudo" junto com Gilberto Braga e Leonor Bassères, comentou sobre a reprise da novela em seu blog. Para ele, "quem vive de passado é museu".


"Novela é ótimo quando está no ar, mas quando termina acabou, é descartável, a gente trata de pensar em outra, e depois em outra e em mais outra...", escreveu.


"Quem disse que vou pagar 36 mirréis por mês pra ver uma novela que eu mesmo escrevi? Por causa de Odete Roitman? Mas quem precisa de Odete Roitman quando já teve Perpétua, Altiva Pedreira, Maria Regina, Nazaré, e já tem programado pelo menos meia dúzia de outras?", questiona o autor.


Silva diz ainda que não fica chateado de o crédito principal de "Vale Tudo" ser atribuído a Gilberto Braga. "'Vale Tudo' foi uma ideia original de Gilberto Braga, e é natural que isso seja sempre reafirmado", afirma.