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domingo, 8 de julho de 2012

Jogo:'Fla x Flu' *100 anos na Globo




Na comemoração do centenário do Fla-Flu, a Rede Globo exibe para Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife o clássico Fluminense x Flamengo, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partir de 16h (horário de Brasília), Galvão Bueno, Junior, Edinho e Arnaldo Cézar Coelho trazem as emoções da partida, diretamente do Estádio Engenhão
Com quatro vitórias e três empates, o Fluminense segue invicto no Brasileirão e na terceira posição na tabela.

Já o Flamengo, está na oitava posição, com três vitórias, três empates e uma derrota.

O clássico em números

No histórico de confrontos entre Fluminense e Flamengo no Campeonato Brasileiro, a equipe rubro-negra tem 16 vitórias contra 15 do tricolor das Laranjeiras. O Flamengo também marcou mais: 56 gols contra 52 do Fluminense.

Fonte/Divulgação: Rede Globo

domingo, 20 de maio de 2012

'Fluminense' 1 a 0 no 'Corinthians'



1ª rodada do Brasileirão 2012:
Fluminense 1 x 0 Corinthians
Gol de Leandro Euzébio

O jogo foi no Pacaembu. Na quarta o Fluminense recebe o Boca no Rio pela 'Libertadores', e o Corinthians enfrenta o Vasco em São Paulo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

'Fluminense' Campeão da 'Taça Guanabara 2012'


3 a 1
O Tricolor não vencia uma Taça Guanabara desde 1993.
Dois gols de Fred e um de Deco.
 Eduardo Costa fez o gol cruz-maltino.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fernando Bob sai do 'Flu' para o 'Atlético-GO'


O Atlético-GO acertou sua segunda contratação para a próxima temporada. O volante Fernando Bob, de 23 anos, chega ao Dragão vindo do Fluminense. O jogador foi emprestado ao time goiano por um ano. Fernando é a segunda contratação do Rubro-negro para 2012. Antes dele, o lateral-direito Everton Silva, ex-Flamengo, já havia sido anunciado pelo clube.


- É um jogador que o Muricy Ramalho queria, que vários clubes grandes queriam, mas que o Atlético conseguiu trazer. Ele vem para ser utilizado tanto como volante, quanto como meia – comentou o diretor de futebol atleticano, Adson Batista.

Informações do Globo Esporte.com

domingo, 27 de novembro de 2011

Fred do Fluminense corta o Cabelo

Em entrevista a Cléber Machado, para o Esporte Espetacular, atacante do Fluminense reconhece que ‘pisou na bola’ nos primeiros meses como carioca

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

Entrevista Cléber Machado com Fred Esporte Espetacular (Foto: João Cotta / TV Globo)
Fred fala sobre fama de baladeiro em entrevista a Cléber Machado
(Foto: João Cotta / TV Globo)
Fred chegou às Laranjeiras no dia 5 de março de 2009. Neste período, conquistou um Campeonato Brasileiro e viveu relação conturbada com a torcida do Fluminense. Uma combinação de gols, contusões e polêmicas que parece estar dando certo. Em entrevista exclusiva ao narrador e apresentador Cléber Machado, o atacante falou sobre a “fama de baladeiro” que acabou ganhando e reconheceu que a adaptação ao Rio de Janeiro não foi fácil. A entrevista completa você confere domingo, no Esporte Espetacular!
- Meu início no Rio foi muito difícil e sei que caí um pouco de produção. Morei quatro anos na França, lá eles tomam vinho no almoço e ninguém fala nada. Então, quando cheguei, pisava um pouco na bola nos primeiros meses. Mas nunca me senti fora de forma, só sem ritmo. Por isso, fizeram essa imagem de mim e você acaba pegando uma fama de baladeiro.
No ano em que chegou ao clube, Fred se machucou e viu o Fluminense afundar na tabela de classificação do Brasileiro. Voltou ao time nas rodadas finais e ajudou a livrar o Tricolor Carioca do rebaixamento à Série B, apenas no último jogo, contra o Coritiba. Parte da torcida culpava Fred; outra parte o considerava salvador. Em 2010, uma temporada marcada por lesões e pela conquista do tricampeonato brasileiro.
Hoje, Fred está em lua-de-mel com a torcida. Marcou sete gols nos últimos dois jogos e já é o vice-artilheiro do nacional, com 20 tentos anotados. No entanto, o ano de 2011 não foi só de alegrias para o atacante. Em agosto, o craque pensou em deixar o clube após afirmar ter sido ameaçado e perseguido por torcedores. Na época, segundo o jornal “Extra” e o colunista Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo”, Fred e Rafael Moura teriam sido flagrados consumindo mais de 50 “caipisaquês” em um bar em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, na companhia de alguns amigos.

Bastidores entrevista Fred EE (Foto: Divulgação TV Globo/ João Cotta)
Os bastidores da entrevista no Salão Nobre das Laranjeiras
(Foto: Divulgação TV Globo/ João Cotta)
Se o artilheiro é marcado de perto pelos zagueiros dentro de campo, fora dele torcida e imprensa fazem esse papel. Mas Fred garante que aprendeu muito a conviver com esse assédio e hoje pensa duas vezes antes de tomar uma decisão:
- Antes eu me importava muito com ‘bobeirinhas’, todo mundo falando sobre o que eu fazia ou deixava de fazer. Ganhamos um jogo, pode sair. Perdemos, não pode. Hoje eu evito algumas coisas. Dois dias antes de um jogo, posso ir a um restaurante, mas evito tomar um vinho, por exemplo. Não vou ficar brigando com ninguém. Tenho a consciência tranquila das coisas que faço e trabalho muito todos os dias. Sei que amadureci muito no Fluminense – garantiu.

Globo Esporte.com

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Morre Ézio do Fluminense



O ex-atacante Ézio, que se tornou ídolo do Fluminense nos 90, morreu, aos 45 anos, nesta quarta-feira no Rio. Ézio estava internado em um hospital em Jacarepaguá por causa de um câncer no pâncreas. O atacante descobriu o problema em outubro de 2010, mas só revelou ter câncer em setembro deste ano. Ézio vai ser velado nesta quinta-feira no Salão Nobre das Laranjeiras das 9h às 15h.


Ézio jogou pelo Fluminense entre 1991 e 1995 e chegou a ser chamado de Super-Ézio pela torcida tricolor. O atacante é o nono maior artilheiro da história do Fluzão com 119 gols.


Super-Ézio também ganhou a simpatia do Fluminense por se destacar em clássicos contra o Flamengo, no qual costumava marcar.


FONTE: O DIA

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Venda de Fred e Gum do Fluminense por 1 e 99



Após a derrota de 3 a 0 para o Bahia, a torcida tricolor já escolheu os responsáveis pelo fracasso na última rodada: Gum e Fred.

Indignado, um torcedor do Fluminense colocou o jogador à venda em um site de compras na internet os dois jogadores por R$ 1.99.

No site, Mercado Livre, o torcedor explica as razões da venda do ‘produto’, Gum :

“A torcida tricolor vende um zagueiro ruim demais chamado Gum, que deixa o Souza livre, faz gol contra e comete pênalti infantil. Além disso, Gum é lento e toma dribles ridículos.”

Gum é ironizado e o torcedor diz que o jogador pode ser ‘usado’ como peso para papel, espantalho para horta, cabide para roupas e boneco para jogo de totó.

Já em relação ao atacante Fred, a sugestão é que o jogador se aposente o quanto antes. Segundo o torcedor, um jogador que ganha R$ 500 mil não pode errar tanto.

Blog do Bruno Voloch
UOL Esporte

sábado, 6 de agosto de 2011

Fred ameaça sair do Fluminense

Marjoriê Cristine
Extra


Foto: André Teixeira

Depois de dois dias de silêncio, o atacante Fred falou pela primeira vez sobre o episódio com os torcedores do Fluminense na madrugada de quarta-feira. O jogador chegou por volta das 10h05min dirigindo o próprio carro, ao lado do assessor e do irmão. Foi até o vestiário para colocar uma camisa do time e voltou para a entrevista, que durou cerca de 35 minutos.
Tratando os torcedores como "marginais", o camisa 9 garantiu que se o Tricolor não providenciar e privar pela sua segurança, não irá permanecer no clube.
- Não me sinto mais seguro aqui. Tudo aconteceu logo depois da goleada sobre o Ceará, no domingo. Quatro torcedores foram na frente da minha casa, me ameaçaram em frente a minha filha e da minha família. Isso é inadmissível. Eles não são torcedores, são marginais e não lido com esse tipo de gente. A minha tolerância é zero - falou.

Fred chegou por volta das 10h05min nas Laranjeiras
Fred chegou por volta das 10h05min nas Laranjeiras Foto: André Teixeira / O Globo

Sobre a possibilidade de permanecer no clube, Fred afirmou que irá decidir durante o tempo que estará com a seleção brasileira. O jogador, que se apresenta neste domingo, afirmou que conversou com o técnico Mano Menezes, que o tranquilizou sobre a situação. Assim como o técnico Abel Braga, que deu todo apoio à ele.
- Ainda não sei o que vou fazer, mas não descarto a possibilidade de sair. Vai ser difícil continuar no Fluminense dessa maneira, sem segurança. Mas posso garantir que nenhum clube me procurou até agora. E, se eu realmente sair, seria para um clube do exterior e não no Brasil. Tenho um contrato de cinco anos com o Fluminense e gostaria de cumpri-lo. Mas com esta situação será difícil - afirmou.

Fred esboçou um choro durante a entrevista
Fred esboçou um choro durante a entrevista Foto: André Teixeira / O Globo

Episódio com torcedores
Na madrugada de quarta-feira, Fred estava acompanhado do atacante Rafael Moura, dois amigos e quatro mulheres, em um bar no Arpoador, quando 60 doses de caipisaquês foram consumidas.
O atacante, então, notou a presença de torcedores na porta. De imediato, tratou de pagar a conta e entrou na sua BMW. Rafael Moura pegou sua Land Rover. Na tentativa de dar uma volta no grupo, os dois percorreram ruas de Ipanema antes de tomar o destino da Barra da Tijuca.

– Na terça-feira, numa distância de 100 metros da minha casa, por volta de 1h30 da manhã, tinha um dos caras que falaram comigo no domingo no mesmo restaurante que eu, falando ao telefone. Eu expliquei aos meus amigos e entrei no carro rapidamente, e depois eles começaram a nos seguir. Corri um pouco, fui para a casa do Rafael Moura e dormi lá. Já prestei queixa na delegacia. Como cidadão, é o que eu tinha de fazer. Eu fiquei muito mal com tudo isso que aconteceu. Envolvia a minha família. No momento em que eu não tiver segurança para trabalhar, eu não vou ficar. Se continuar esse tipo de situação, gostaria de sair do Rio – afrmou.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Fluminense exclusivo da Globo de 2012 a 2015

O Fluminense anunciou oficialmente nesta terça-feira ter acertado com a Rede Globo a transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro referente aos anos de 2012, 2013, 2014 e 2015. Dos integrantes do Clube dos 13, o Tricolor das Laranjeiras é a 15ª agremiação a assinar acordo para transmissão de jogos.
A assessoria da presidência confirmou o acerto com o Clube dos 13, mas não divulgou os valores que envolvem o negócio. Nos bastidores das Laranjeiras comenta-se que o Fluminense receberá R$ 56 milhões por ano, num total de R$ 224 milhões nos próximos quatro anos. A diretoria informou que os valores não podem ser revelados por cláusula contratual.
O Fluminense precisava acertar a transmissão dos jogos para ter dinheiro em caixa e, com isso, tentar viabilizar a construção do centro de treinamento no Recreio dos Bandeirantes. Parte desta verba deverá ser destinada ao Banana Golfe , cujo proprietário pediu R$ cerca de R$ 25 milhões pelo terreno. O clube precisa de garantias bancárias para fazer o acerto.
Depois de anunciado o acerto com a Rede Globo, a direção do Fluminense deverá se movimentar para resolver o problema do CT. A falta de um local para trabalhar teria sido um dos motivos que levaram o técnico Muricy Ramalho a pedir demissão na véspera do Fla-Flu, no início do mês passado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fluminense exclusivo da Globo de 2012 a 2015




O Fluminense já fechou com a Globo a venda dos seus direitos para os Brasileirões 2012/2014. Mas por causa de algumas pendências jurídicas só anunciará oficialmente em abril.


Por Lauro Jardim

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo teriam assinado com a Globo

 

O jornalista esportivo Milton Neves, declarou via twitter que seis times já estão com a Rede Globo de Televisão para os próximos anos.


Segundo Milton, estes seis já assinaram com a emissora carioca, e o brasileirão terá ‘perna curta’. Dando maior ênfase á copa do Brasil.


O primeiro time a assinar foi o Corínthians, e os quatro do rio (Vasco, Flamengo, Fluminense e Botagofogo), disse ainda que mais um time paulista assinou contrato.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Times do Rio se unem contra o Clube dos 13

Os presidentes dos quatro grandes clubes cariocas reafirmaram a insatisfação conjunta com o modelo utilizado pelo Clube dos 13 para negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir da edição de 2012. Na manhã desta quinta-feira, os dirigentes deram uma coletiva em um hotel no Rio de Janeiro e formalizaram a formação de um bloco entre Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco para tratar da questão diretamente com as emissoras de TV. No entanto, esclareceram que a discordância com o C-13 tem caráter urgente e específico, ou seja, não sacramenta a desfiliação dos clubes com a entidade.


Roberto, Maurício, Patrícia e Peter: cariocas unidos nas negociações (Foto: Alexandre Vidal)


Nenhum de nós aqui presentes tem nada contra o Dr. Fábio Koff (presidente do Clube dos 13). Nós o respeitamos, até porque ainda somos filiados. Não concordamos é com a forma como isso está sendo tratado. O que nos levou a tomar essa atitude de rompimento com relação específica à negociação. Existe uma ruptura. Como foi o caso do Corinthians? Não. Só não estamos autorizando o Clube dos 13 a falar mais em nosso nome – disse o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, reafirmando que enviou uma carta a Koff nesta quarta-feira para comunicar que os clubes estavam se retirando da comissão do C-13.


O presidente do Fluminense concordou com a explicação de Assumpção, mas deixou em aberto uma possível ruptura final com o Clube dos 13.


- Estamos muito pragmáticos em relação a tudo isso. A questão é simples. Nós não concordamos com o formato da negociação do Clube dos 13. É um grito de independência. Não estamos aqui para levantar bandeira. Neste momento, continuamos filiados. Mas nada impede que, no futuro, possamos rever essa decisão – garantiu.


Estudo de audiência decidirá cotas de cada clube


Maurício Assumpção foi o porta-voz do grupo durante a coletiva de imprensa. Começou, inclusive, lendo um comunicado, em nome dos quatro presidentes, onde relatava a decisão de ruptura com o C-13. Na sequência, partiu dele também a explicação sobre como serão as ações do novo bloco entre os cariocas, que será dividido em duas equipes formadas por executivos das áreas jurídicas e comerciais dos clubes.


O presidente do Botafogo relatou também que essas equipes ficarão responsáveis por fazer estudos de métricas, relacionadas, no caso das transmissões de TV, com as audiências. Assim, será definida a divisão de cotas que cada clube deverá receber.


- Hoje existe uma divisão do Clube dos 13 com a qual não concordamos. Mas aqui cabe uma transparência. Se o Flamengo vai ganhar mais porque constatamos isso através do mercado publicitário ou da audiência, está feito. A gente aceita. Eu que tenho que saber onde me posicionar. O que tenho que fazer para a minha torcida crescer ou comprar mais pay-per-view. Estamos muito tranquilos em relação a isso - afirmou Assumpção.


Presidente do Flamengo, Patrícia Amorim não quis falar muito na coletiva. Até brincou que pensava que não seria “tão solicitada”. No entanto, a dirigente colocou a posição do Rubro-Negro e reforçou a necessidade da essência do Clube dos 13.


- Com quatro cabeças pensando, fica mais difícil ter erro. A possibilidade de dar certo é muito maior. Temos dúvidas e sugestões que queremos fazer prevalecer. Queremos participar mais ativamente. Para mim, seria fácil negociar sozinha. Aparentemente, o Flamengo ficaria em uma situação muito confortável. Mas a essência do Clube dos 13 precisa ser mantida, que é a discussão dos problemas para encontrar as melhores soluções e o melhor formato – disse Amorim.


Roberto Dinamite, presidente do Vasco, acredita que a decisão da formação do bloco foi a mais acertada. Para ele, até as torcidas dos quatro clubes ficaram satisfeitas com o resultado final das negociações.


- Nós estamos abertos ao diálogo e vamos discutir somente o que for melhor para o futebol do Rio. É um feito inédito. Estamos representando também os nossos torcedores e a força que eles têm – concluiu.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os Times que sairam do Clube dos 13

 A esperança da entidade em manter um dos afiliados acabou. O Corinthians enviou carta solicitando o desligamento do Clube dos 13. Uma revolução parecida com aquela que, ironicamente, criou o Clube dos 13, em 1987.

A decisão reforça a posição corinthiana de negociar os direitos de transmissão se forma separada e sem a participação de outros clubes. Além de Corinthians, os quatro grandes do Rio de Janeiro, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo também anunciaram que não fazem mais parte do C13.
Uma vitória da Globo na disputa com a TV Record pelos direitos de transmissão do campeonato Brasileiros de 2012 a 2014. Mais times devem seguir o mesmo caminho.

O racha pode provocar a criação de uma liga independente e rival do Clube dos 13. Duas competições nacionais paralelas devem ser disputadas.
É bom a CBF mandar confeccionar duas taças das bolinhas, uma para cada liga…
por Leandro Quesada

Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo saem do Clube dos 13

Uma nota oficial publicada nesta quarta-feira anunciou que as diretorias de Botafogo, Flamengo, Vasco e Fluminense vão, a partir de agora, negociar os direitos de transmissão de TV conjuntamente, mas sem o Clube dos 13, entidade que fazia esse tipo de comercialização até agora.
A saída dos cariocas ainda esvazia a reunião desta quarta, que deve fechar o texto do edital de TV para o próximo triênio do Campeonato Brasileiro. Sem nenhum representante do Rio, a diretoria da entidade está representada pelo presidente Fábio Koff, os mandatários de São Paulo (Juvenal Juvêncio), Atlético-PR (Marcos Malucelli), Atlético-MG (Alexandre Kalil), Santos (Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro) e Bahia (Marcelo Guimarães Filho). Além deles, o Inter enviou um representante.
As ausências de Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio, além de outros membros do C13, não podem ser entendidas necessariamente como sinais de um racha. A reunião desta quarta envolve apenas a diretoria e a comissão de TV, das quais os três clubes citados não fazem parte.
O comunicado feito por parte dos quatro maiores clubes do Rio de Janeiro afirma que a decisão tomada foi feita em função da “defesa intransigente dos interesses do futebol do Rio de Janeiro e, ainda, a satisfação dos interesses maiores do futebol brasileiro em geral”.
O problema é que nenhum dos quatro clubes do Rio de Janeiro anunciou a desfiliação do Clube dos 13 que, por regime de estatuto, tem o direito de negociar os direitos de transmissão em nome dos clubes.
Enquanto não deixarem, de fato, o Clube dos 13, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco não poderão negociar separadamente com as emissoras de TV.
Por outro lado, o comunicado confirma que o Corinthians não está sozinho em sua briga contra a atual gestão do Clube dos 13. Ao mesmo tempo, em nenhum momento o texto distribuído pelos dirigentes cariocas cita o clube do Parque São Jorge, que na última terça havia dito que negociaria sozinho.


Confira o comunicado completo:
Os presidentes do Botafogo de Futebol e Regatas, do Fluminense Football Club, do Clube de Regatas do Flamengo e do Club de Regatas Vasco da Gama reuniram-se em 22/02/2011 para discutir os aspectos relacionados à concorrência, encaminhada pelo Clube dos 13, com o propósito de aquisição dos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de futebol profissional.
Como resultado, restou decidido que os clubes adotarão posição conjunta, diante da questão em causa, tendo como fundamento principal a defesa intransigente dos interesses do futebol do Rio de Janeiro e, ainda, a satisfação dos interesses maiores do futebol brasileiro em geral.
Foram, em consequência, fixadas, pelos quatro clubes, as seguintes preliminares:
- Não reconhecer como adequada a forma pela qual, até aqui, o Clube dos 13 conduziu, perante aos associados, o projeto para o novo contrato de transmissão;
- Os clubes, em consequência, manifestam-se desobrigados, diante do Clube dos 13, dispondo-se os mesmos a tratar, diretamente com as empresas interessadas, todos os aspectos comerciais referentes aos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro.


Rio de Janeiro, 23 de Fevereiro de 2011


Mauricio Assumpção
Botafogo de Futebol e Regatas
Presidente
Patricia Amorim
Clube de Regatas do Flamengo
Presidente
Peter Siemsen
Fluminense Football Club
Presidente
Carlos Roberto Dinamite de Oliveira
Club de Regatas Vasco da Gama

domingo, 5 de dezembro de 2010

'Fluminense Campeão' do Brasileirão 2010

Vinte e seis anos, seis meses e oito dias. Esse foi o tempo em que o grito eufórico e emocionado do título brasileiro ficou engasgado na garganta de cada um dos milhões de tricolores espalhados por todo o Brasil. Mas neste domingo, 5 de dezembro de 2010, Conca, Mariano, Fred, Washington & Cia., comandados por Muricy Ramalho e sob a estrela do mais novo herói, Emerson, o Sheik, autor do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Guarani, decretaram, num Engenhão espremido por mais de 40 mil torcedores, que as cores que agora mandam no futebol brasileiro são o verde, o grená e branco.


A festa do pó de arroz está de volta. A torcida grita, com toda força, que o Fluminense é tricampeão brasileiro, lembrando a Taça de Prata conquistada em 1970. Para a CBF, ao menos por enquanto, é bicampeão. Mais importante, no entanto, é que ficou com o troféu quem mais a mereceu.


A história do "time de guerreiros", como chama sempre a torcida em coro, é digna de uma crônica do saudoso jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, um dos mais tradicionais tricolores. Um ano depois da arrancada espetacular que livrou o clube do rebaixamento, a equipe de Muricy ficou 23 rodadas na liderança. Ninguém esteve mais na frente no Brasileirão 2010. Junto com o Cruzeiro - que bateu o Palmeiras por 2 a 1 -, foi a equipe com mais vitórias (19). A última, neste domingo, começou com passe de cabeça de Washington - que entrou no segundo tempo e está há 15 partidas sem marcar - para o Sheik Emerson tocar de canhota por baixo das pernas do goleiro xará, aos 16 minutos, entrar para a história do clube e fazer o hino de Lamartine Babo tocar sem parar.


Melhor ainda do que tudo isso, o Fluminense mostrou, aliado ao conjunto, um dos melhores jogadores da competição. O baixinho argentino Conca escreve seu nome na história tricolor ao lado de ídolos como o paraguaio Romerito - autor do gol do último Brasileiro conquistado pelo clube -, além de Rivelino, Assis, Branco, Valdo, Tim e tantas outras feras.


Camisa 11 com pinta de 10, comandou a equipe com o toque de classe dos grandes craques, além da onipresença incomparável - sim, ele atuou em todas as 38 partidas. Fora de campo, os méritos vão todos para o competente técnico Muricy Ramalho. Tricampeão brasileiro pelo São Paulo, ele conquista agora o tetra pelo Fluminense e se aproxima do maior vencedor da competição, Vanderlei Luxemburgo, hoje no Flamengo.


Nervosismo


O roteiro da partida era óbvio: o Guarani retrancado, tentando surpreender no contra-ataque, e o Fluminense na frente, para definir logo a partida e o título. Só que a tensão das duas equipes e o péssimo gramado do Engenhão deixavam a bola mais "viva" do que nunca. O zero a zero do primeiro tempo foi a mais perfeita tradução do pouco futebol apresentado pelas duas equipes.


Logo no início, dois lances mostraram que a tensão estava ali para atrapalhar o Tricolor nas finalizações. Logo aos cinco minutos, Júlio César, no lugar de Deco, rolou para Emerson livre no meio da área, mas a bola escapou do atacante. Pouco depois, em falta cobrada pela direita, Conca mandou de canhota, à la Gérson, na medida para Gum. O zagueiro matou no peito para bater, mas, lento, acabou travado na hora do chute.


Passes errados, pouca velocidade para passar do meio de campo para o ataque... Fred bem que se deslocava, mas a bola não chegava. O time tricolor parecia travado. Muricy bem que gritava, da beira do campo. A primeira vibração da torcida, curiosamente, foi com o gol marcado pelo Goiás no Serra Dourada. O 1 a 0 sobre o Corinthians assegurava o título para o Flu sem precisar vencer o Guarani. Mas o Timão empatou...


A tensão não era só do Flu. Após uma cabeçada torta de Fred, a defesa do Bugre discutiu. Ailson deu bronca em Maycon, que respondeu com uma cabeçada no companheiro de time. O árbitro Carlos Eugenio Simon, que fazia sua despedida dos gramados, deu cartão amarelo para os dois jogadores.


Com Diguinho e Valencia lentos na saída de jogo, Carlinhos preso pela esquerda e Júlio César apagado, as jogadas aéreas pela direita eram a melhor opção. Foi por ali que saiu a primeira jogada que fez o goleiro Emerson, do Guarani, trabalhar bem. Fred cabeceou firme, mas o arqueiro fez a defesa, sem rebote. Em outra jogada de Mariano, o melhor do time na primeira etapa, Emerson tocou de cabeça para Fred disparar, mas o atacante foi travado por uma zaga que, se até ali evitava o gol do adversário, mostrava-se confusa na saída de bola e na colocação em campo. Bicos para o alto e pela lateral eram a saída...


Ao Guarani, restava puxar os contra-ataques pela direita, com um veloz Apodi. Numa delas, Valencia apareceu na hora para isolar para escanteio. Mas a chance que fez cada tricolor no Engenhão roer as unhas foi aos 39. Em cobrança de escanteio de Márcio Careca, a bola sobrou limpa para Reinaldo, que ao matá-la a deixou escapar.


Gol do título




O último lance tricolor, aos 45, quando Conca, àquela altura mais efetivo nas jogadas para servir o ataque, tocou para Emerson bater fraco, mostrou que no vestiário seria necessária uma injeção de Muricy para tirar o time da inércia. Mas logo no início da segunda etapa, Carlinhos deu um tapa em Paulinho, já caído, e só não foi expulso porque Carlos Eugenio Simon não viu.


Quieta na maior parte da primeira etapa, a torcida tricolor percebeu que precisava empurrar o time. Os gritos aumentaram principalmente após o gol do Palmeiras sobre o Cruzeiro, em Sete Lagoas. Outro resultado ótimo. E após o jogo paralisado aos 10 minutos com as câimbras de Júlio César, Muricy chamou Washington, há 14 partidas sem marcar, para aquecer.


A torcida vibrou com a entrada do atacante no lugar de Júlio César. Parecia um script de Nelson Rodrigues. Na primeira boa ida de Carlinhos à linha de fundo aos 16, o centro foi para o Coração Valente. Ele tocou de cabeça para a área, a bola resvalou em Guilherme e caiu à feição de Emerson. O Sheik tocou de canhota por baixo das pernas de Ailson e do goleiro xará: 1 a 0 para o Fluminense, loucura no Engenhão.


Muricy trocou Fred por Fernando Bob. Depois, Emerson, ovacionado, por Rodriguinho. Mancini desarmou o 3-6-1 do Bugre, trocando o lateral Guilherme por Pablo. Tentou dar mais agressividade ao tirar Márcio Careca e botar Geovane. E tentou melhorar o ataque com Douglas no lugar de Reinaldo. Mas quem chegou mais perto do gol foi o Flu. Washington quase pôs fim ao jejum, mas bateu fraco, para defesa de Emerson.


O gol da virada do Cruzeiro no fim devolveu a tensão - menos mal que o Corinthians ficou mesmo no empate com o Goiás. Àquela altura, o Flu era obrigado a sair do Engenhão com a vitória. Fred e Emerson, desesperados no banco, pediam o apito final. A torcida gritava, eufórica. Após o apito final de Simon, a festa tricolor começou, sem data para terminar.


fluminense 1 x 0 guarani Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Eusébio e Carlinhos; Diguinho, Valencia, Julio Cesar (Washington) e Conca; Emerson (Rodriguinho) e Fred (Fernando Bob).
Emerson, Guilherme (Pablo), Aislan, Ailson e Fabiano; Ronaldo, Maycon, Apodi, Paulinho e Márcio Careca (Geovane); Reinaldo (Douglas).
Técnico: Muricy Ramalho Técnico: Vágner Mancini
Gols: no segundo tempo, Emerson, aos 16 minutos.
Cartões amarelos: Mariano, Emerson e Gum (Flu); Paulinho, Ailson, Maycon e Fabiano (Guarani)
Local: Engenhão, no Rio de Janeiro. Árbitro: Carlos Eugênio Simon, auxiliado por Altemir Hausman (Fifa/RS) e Roberto Braatz (Fifa/PR). Público: 40.905