O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, conseguiu ler e escrever no teste de alfabetização feito nesta quinta-feira pela Justiça Eleitoral.
Segundo o presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, Walter de Almeida Guilherme, o deputado eleito fez um ditado tirado de um livro editado pelo tribunal: "Justiça Eleitoral, uma retrospectiva".
Ele teve que escrever: "A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral".
Tiririca também foi obrigado a ler uma notícia de jornal e teve de fazer uma interpretação do que leu e escreveu.
O deputado eleito se recusou a fazer uma perícia do documento que apresentou ao registrar a candidatura para provar que era alfabetizado. Guilherme lembrou que ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si mesmo.
De acordo com o presidente do tribunal, o comediante será diplomado, qualquer que seja o resultado.
Recordista de votos nestas eleições, Tiririca chegou para a prova por volta das 9h ao lado do advogado e não falou com a imprensa.
Ele saiu para almoçar pouco depois das 12h e voltou cerca de duas horas depois. O sigilo do processo foi derrubado.
Tiririca foi acusado pelo Ministério Público de entregar à Justiça Eleitoral declarações falsas sobre sua alfabetização e seus bens.
A denúncia levou à abertura de uma ação penal sob a acusação da prática de falsidade ideológica contra o humorista, eleito no último dia 3, com 1,3 milhão de votos --o recorde deste ano para as vagas da Câmara dos Deputados.
A perícia levantou a suspeita de que a declaração de alfabetização não foi redigida pelo humorista.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Dilma Rousseff:A Primeira Presidente do Brasil
Dilma eleita presidente do Brasil
Pela primeira vez na sua história, o Brasil elegeu uma mulher para o cargo de presidente da República. Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, que já tinha vencido a primeira volta mas sem a maioria necessária para ser eleita, voltou a vencer este domingo, derrotando o candidato da oposição, José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira.
Por:Domingos Grilo Serrinha, correspondente no Brasil
De acordo com a sondagem à boca das urnas divulgada pelas edições electrónicas de alguns jornais ainda antes do encerramento das votações, Dilma obteve 58 por cento dos votos válidos.
José Serra teve 42 por cento, ficando em segundo lugar, como já ocorrera em 2002, quando perdeu para Lula da Silva.
Mesmo antes do resultado oficial, Dilma já falava como presidente e disse que irá governar para todos os brasileiros, independentemente da sua preferência partidária, procurando um diálogo franco com a oposição. No entanto, no seu governo só estarão pessoas da coligação que a apoiou.
Ela também afirmou que quer ter o presidente Lula da Silva por perto a partir de Janeiro, quando tomará posse, mas este deixou claro, ao votar, que isso não inclui a sua participação no governo, pois um ex-presidente tem de deixar o outro governar e torcer para que faça mais do que ele próprio fez.
Por que Serra perdeu a eleição?
*Opinião do jornalista Kennedy Alencar da Folha de São Paulo e Redetv!
Apesar de alguns erros derivados de certa soberba e de percalços sobre os quais não teve controle, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva executou com sucesso uma estratégia que traçou no começo do segundo mandato: eleger Dilma Rousseff como sucessora.
Foram eixos da estratégia não cair na tentação do terceiro mandato e apostar num plebiscito sobre os seus oito anos de governo contra os oito anos de Fernando Henrique Cardoso.
Enquanto a oposição e parte da imprensa acreditavam que Lula queria o terceiro mandato e fazia jogo de cena para esperar o melhor momento de mudar a Constituição, Dilma Rousseff ficou livre para aparecer nas vitrines positivas do governo. Se ela tivesse sido apontada candidata lá atrás, auxiliares como Erenice Guerra teriam entrado bem antes na alça de mira.
No entanto, dando o devido crédito ao chefe, Dilma ficou livre para ter o controle de todas as bandeiras positivas do governo, como conduzir a mudança da lei para explorar o pré-sal, gerenciar o programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida" e virar a "mãe" do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
No teste de fogo da crise internacional de 2008/2009, Lula foi aprovado. Esse teste foi bem mais duro do que o rigoroso ajuste fiscal e monetário de 2003. A oposição cobrava de Lula capacidade de gerenciar a crise. E ele foi bem. Fez um rápido e certeiro diagnóstico da crise financeira internacional e de como o Brasil deveria enfrentá-la. O maior acerto: medidas para reforçar o mercado interno como forma de atravessar o deserto e compensar a queda da economia global.
Nessa estratégia vitoriosa, é justo registrar a importância da aliança PT-PMDB. Na crise do Senado, em 2009, a oposição tentou criar um racha na relação entre peemedebistas e petistas. A ideia era transformar o Senado, Casa na qual Lula sempre teve dificuldade, num bunker oposicionista. Mas Lula não jogou ao mar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em troca, obteve uma aliança formal com todo o PMDB, o que garantiu uma máquina política ainda mais expressiva no país e um tempo de propaganda no horário eleitoral gratuito para vender Dilma na hora decisiva.
O bom momento econômico favoreceu a tese de polarização PT-PSDB, apesar do susto com o desempenho de Marina Silva (PV-AC), que forçou a realização do segundo turno. Uma taxa de crescimento de cerca de 7% neste ano fortaleceu a defesa do continuísmo, dando gás a uma candidata tirada do bolso do colete. No contexto econômico, destacaram-se ainda as políticas de reajuste do mínimo, de ampliação do crédito, de massificação de programas sociais e de incentivo a grandes grupos nacionais considerados estratégicos e amigos.
Os principais erros da campanha não comprometeram o resultado final, mas trouxeram muita tensão ao governo na virada do primeiro para o segundo turno. A campanha de marketing de Dilma demorou a perceber a sangria de votos com o debate sobre a legalização do aborto. Gente da cúpula dava como favas contadas uma vitória no primeiro turno quando já era evidente que uma segunda etapa seria inevitável. O próprio Lula se iludiu com sua alta taxa de popularidade. Entre os percalços sobre os quais não teve controle, o principal foi a doença de Dilma em 2009.
Obtida a vitória, há também uma importante lição: a realização do segundo turno e o percentual de votos dados a Dilma não autorizam uma atitude arrogante em relação aos adversários e à imprensa, mas isso será assunto de outra coluna.
*
Ninguém ganha sozinho
Num cenário de extrema adversidade política, é surpreendente a performance de José Serra. Ele disputou a eleição contra a candidata do presidente mais popular da história recente num contexto de crescimento econômico e de transformações sociais inéditas no país. Nesse sentido, é uma derrota que não envergonha o PSDB, mas o candidato cometeu o principal erro de quem deseja conquistar a Presidência: achar que poderia se eleger sozinho.
Apesar de alguns erros derivados de certa soberba e de percalços sobre os quais não teve controle, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva executou com sucesso uma estratégia que traçou no começo do segundo mandato: eleger Dilma Rousseff como sucessora.
Foram eixos da estratégia não cair na tentação do terceiro mandato e apostar num plebiscito sobre os seus oito anos de governo contra os oito anos de Fernando Henrique Cardoso.
Enquanto a oposição e parte da imprensa acreditavam que Lula queria o terceiro mandato e fazia jogo de cena para esperar o melhor momento de mudar a Constituição, Dilma Rousseff ficou livre para aparecer nas vitrines positivas do governo. Se ela tivesse sido apontada candidata lá atrás, auxiliares como Erenice Guerra teriam entrado bem antes na alça de mira.
No entanto, dando o devido crédito ao chefe, Dilma ficou livre para ter o controle de todas as bandeiras positivas do governo, como conduzir a mudança da lei para explorar o pré-sal, gerenciar o programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida" e virar a "mãe" do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
No teste de fogo da crise internacional de 2008/2009, Lula foi aprovado. Esse teste foi bem mais duro do que o rigoroso ajuste fiscal e monetário de 2003. A oposição cobrava de Lula capacidade de gerenciar a crise. E ele foi bem. Fez um rápido e certeiro diagnóstico da crise financeira internacional e de como o Brasil deveria enfrentá-la. O maior acerto: medidas para reforçar o mercado interno como forma de atravessar o deserto e compensar a queda da economia global.
Nessa estratégia vitoriosa, é justo registrar a importância da aliança PT-PMDB. Na crise do Senado, em 2009, a oposição tentou criar um racha na relação entre peemedebistas e petistas. A ideia era transformar o Senado, Casa na qual Lula sempre teve dificuldade, num bunker oposicionista. Mas Lula não jogou ao mar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Em troca, obteve uma aliança formal com todo o PMDB, o que garantiu uma máquina política ainda mais expressiva no país e um tempo de propaganda no horário eleitoral gratuito para vender Dilma na hora decisiva.
O bom momento econômico favoreceu a tese de polarização PT-PSDB, apesar do susto com o desempenho de Marina Silva (PV-AC), que forçou a realização do segundo turno. Uma taxa de crescimento de cerca de 7% neste ano fortaleceu a defesa do continuísmo, dando gás a uma candidata tirada do bolso do colete. No contexto econômico, destacaram-se ainda as políticas de reajuste do mínimo, de ampliação do crédito, de massificação de programas sociais e de incentivo a grandes grupos nacionais considerados estratégicos e amigos.
Os principais erros da campanha não comprometeram o resultado final, mas trouxeram muita tensão ao governo na virada do primeiro para o segundo turno. A campanha de marketing de Dilma demorou a perceber a sangria de votos com o debate sobre a legalização do aborto. Gente da cúpula dava como favas contadas uma vitória no primeiro turno quando já era evidente que uma segunda etapa seria inevitável. O próprio Lula se iludiu com sua alta taxa de popularidade. Entre os percalços sobre os quais não teve controle, o principal foi a doença de Dilma em 2009.
Obtida a vitória, há também uma importante lição: a realização do segundo turno e o percentual de votos dados a Dilma não autorizam uma atitude arrogante em relação aos adversários e à imprensa, mas isso será assunto de outra coluna.
*
Ninguém ganha sozinho
Num cenário de extrema adversidade política, é surpreendente a performance de José Serra. Ele disputou a eleição contra a candidata do presidente mais popular da história recente num contexto de crescimento econômico e de transformações sociais inéditas no país. Nesse sentido, é uma derrota que não envergonha o PSDB, mas o candidato cometeu o principal erro de quem deseja conquistar a Presidência: achar que poderia se eleger sozinho.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Último Debate de Dilma e Serra na Globo
Caberá à Rede Globo, mais uma vez, a responsabilidade de realizar o último debate entre candidatos à Presidência da República. Dilma e Serra estarão frente a frente hoje, logo depois da novela “Passione”, fechando a campanha deste segundo turno.
O simples fato de ser o último tem um significado relevante, mas as perspectivas de apresentar alguma coisa diferente ou reverter tudo o que aconteceu até agora são praticamente nulas. As rédeas das regras atuais simplesmente não permitem. Em nada estimulam ou motivam o telespectador.
Deixando a Globo de lado, porque sempre tem um residual de audiência muito alto - registro de 23 pontos no primeiro turno, na Grande São Paulo -, as médias alcançadas por todos os demais debates revelam nitidamente este desinteresse. A Bandeirantes deu 3 e 4 no primeiro e segundo turnos; Rede TV!, 3 e 4 também; e a Record, 9 em cada.
Os números são praticamente os mesmos. Os índices da Globo na noite de hoje serão importantes também para este comparativo. Saber se o interesse do eleitor cresceu, diminuiu ou simplesmente não se alterou.
O simples fato de ser o último tem um significado relevante, mas as perspectivas de apresentar alguma coisa diferente ou reverter tudo o que aconteceu até agora são praticamente nulas. As rédeas das regras atuais simplesmente não permitem. Em nada estimulam ou motivam o telespectador.
Deixando a Globo de lado, porque sempre tem um residual de audiência muito alto - registro de 23 pontos no primeiro turno, na Grande São Paulo -, as médias alcançadas por todos os demais debates revelam nitidamente este desinteresse. A Bandeirantes deu 3 e 4 no primeiro e segundo turnos; Rede TV!, 3 e 4 também; e a Record, 9 em cada.
Os números são praticamente os mesmos. Os índices da Globo na noite de hoje serão importantes também para este comparativo. Saber se o interesse do eleitor cresceu, diminuiu ou simplesmente não se alterou.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Lindolfo Pires dança Beat It *Música de Michael Jackson
Prometeu e cumpriu!Políticos e povo se merecem.Veja:
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Pesquisa Vox Populi de 19 de Outubro:Dilma 51% e Serra 39%
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 51% das intenções de voto, contra 39% de seu adversário, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira pelo portal IG.
De acordo com o Vox Populi, 4% dos entrevistados se declararam indecisos.
Na pesquisa anterior do instituto, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, Dilma tinha 48%, contra 40% de Serra. Os indecisos somavam 6%.
Se considerados somente os votos válidos --que excluem os brancos, nulos e indecisos-- Dilma tem 57%, contra 43% de Serra. Na sondagem anterior, a petista aparecia com 54% dos válidos, ante 46% do tucano.
O levantamento do Vox Populi analisou ainda o voto religioso. Conforme o instituto, Serra tem 44% das intenções de voto entre o eleitorado evangélico, ante 42% de Dilma. Entre os entrevistados que se declararam ateus, Dilma tem 49%, ante 36% de Serra.
Dilma também aparece à frente de Serra entre os eleitores que se disseram católicos praticantes (54% contra 37%) e não praticantes (55% contra 37%).
O voto religioso foi apontado como um dos fatores que impediram a vitória de Dilma já no primeiro turno da eleição presidencial em 3 de outubro.
O motivo seria uma rejeição dessa classe do eleitorado à suposta posição de Dilma favorável à descriminalização do aborto. Pressionada por setores religiosos, Dilma assinou uma carta na semana passada se comprometendo a não alterar a legislação existente sobre o aborto.
Segundo o Vox Populi, 89% dos entrevistados declararam estarem decididos sobre em quem votarão no dia 31 de outubro, enquanto 9% afirmaram que ainda podem trocar de candidato. A consolidação é maior entre os eleitores de Dilma, 93%, enquanto entre os de Serra 89% estão decididos.
A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro, tem margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos. O instituto ouviu 3.000 pessoas para o levantamento.
A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 36193/2010.
domingo, 17 de outubro de 2010
O Debate de Dilma e Serra na Redetv!
Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) participaram na noite deste domingo (10), em São Paulo, de mais um debate eleitoral. O encontro foi promovido pela Rede TV e pelo jornal Folha de São Paulo.
O debate foi dividido em cinco blocos. No primeiro, os candidatos responderam a uma pergunta feita pelo mediador sobre as qualidades e os defeitos de seu adversário. Ainda no primeiro bloco, cada candidato fez uma pergunta para o outro, tendo o que fez a pergunta o direito a réplica e o que respondeu o direito a tréplica.
No segundo bloco, cada um fez duas perguntas ao outro. No terceiro bloco, os candidatos responderam a uma pergunta cada feita por jornalistas da Folha de São Paulo e da Rede TV. No quarto bloco, os candidatos novamente fizeram duas perguntas cada para o adversário. No último bloco, os presidenciáveis tiveram três minutos cada para suas considerações finais.
Temas
O encontro, que durou cerca de duas horas, abordou os seguintes temas: qualificação profissional, escolas técnicas, privatizações, segurança nas fronteiras, combate às drogas, infraestrutura, denúncias de corrupção, saúde, educação, políticas para deficientes físicos e emprego.
Um dos temas que teve destaque nos debates novamente foi a privatização de empresas públicas. Dilma iniciou o tema ainda no primeiro bloco questionando sobre um veto que teria acontecido por uma agência paulista à venda de uma empresa de distribuição de gás que atua no estado à Petrobras.
Serra afirmou que este assunto não dependeria do governo de São Paulo e que a agência tinha liberdade e autonomia para questionar a compra. Dilma voltou ao tema dizendo que os problemas para a compra mostravam que o adversário poderia desejar privatizar outras empresas ou riquezas, como o petróleo do pré-sal.
O tucano partiu então ao ataque. Ele acusou o governo federal de fazer loteamento em empresas públicas e destacou a privatização da telefonia feita no governo Fernando Henrique Cardoso. Serra afirmou ainda que com sua subida nas pesquisas as ações da Petrobras teriam se valorizado.
O combate às drogas e o tratamento de dependentes químicos foi outro tema que opôs os candidatos. Serra afirmou que o governo brasileiro era conivente com a Bolívia e que não pressionava o presidente Evo Morales a combater o tráfico de drogas. O tucano afirmou que não há combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras.
Dilma afirmou que foi investido mais em segurança no governo Lula do que no anterior. Ela destacou investimentos na Polícia Federal e a criação da Força Nacional de Segurança Pública.
Serra falou também sobre o tratamento de dependentes e afirmou que o governo federal não investiu nessa área. Ele destacou a realização de clínicas em São Paulo e o apoio às comunidades terapêuticas. Dilma ironizou o trabalho de Serra na área das clínicas, que atendem a 300 pacientes. Segundo ela, levaria um século para tratar os dependentes de São Paulo com o que já foi feito em São Paulo.
No terceiro bloco, as perguntas das jornalistas trouxeram as denúncias de corrupção para o debate. O tucano foi questionado sobre o ex-diretor de engenharia Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que é suspeito de desviar recursos que seriam de caixa dois da campanha de Serra. O ex-diretor nega as acusações.
Serra afirmou que não houve o problema de desvio de recursos de sua campanha. Ele afirmou que quando se divulgou que ele tinha dito não conhecer o ex-diretor é porque perguntaram pelo apelido, que ele não conhecia.
No caso de Dilma, a pergunta foi sobre o escândalo de tráfico de influência na Casa Civil que levou Erenice Guerra a deixar o cargo de ministra. A repórter perguntou como a candidata seria capaz de escolher ministros.
Dilma afirmou que Erenice errou e que ela não concordava com a contratação de amigos e parentes para cargos públicos. A petista destacou que o caso está sendo investigado pela Polícia Federal.
No quarto bloco, a educação foi um dos temas abordados. Dilma questionou o tucano sobre os índices da educação no estado de São Paulo, onde ele foi governador.
Serra respondeu dizendo que São Paulo teve o maior avanço no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb), que é aplicado pelo Ministério da Educação. O tucano afirmou ainda que a gestão federal na área estava ruim e que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estava desmoralizado, fazendo referência ao vazamento de provas em 2009.
Dilma, em sua réplica, afirmou que os números de São Paulo no Ideb não refletem a realidade porque um dos critérios é a aprovação dos alunos e no estado há a “progressão automática” dos alunos mesmo que eles não tenham aprendido. A candidata destacou ainda que o DEM, partido da coligação de Serra, entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Prouni, que dá bolsa em universidades privadas.
Serra retomou o tema destacando sua ação de colocar duas professoras no primeiro ano para melhorar a alfabetização das crianças. Ele também enfatizou a premiação por mérito que é paga aos funcionários de escolas bem avaliadas. Dilma rebateu criticando a situação dos professores no estado de São Paulo. Um dos ataques da petista foi ao fato de quase metade dos professores do estado não tem escola fixa e ficam mudando de local de trabalho.
Considerações finais
Dilma foi a primeira a fazer suas considerações finais. Ela destacou sua participação no governo Luiz Inácio Lula da Silva. “Tenho a honra de ser apoiada e representar o governo do maior presidente que este pais já teve, que é o presidente Lula”. A candidata falou também de suas prioridades no governo e se disse preparada para ser presidente.
Serra começou suas considerações finais destacando sua origem. “Vim de família pobre, gente trabalhadora, graças à escola publica cheguei aonde cheguei, foi dentro minha família que eu aprendi valores”. O tucano disse ainda que em toda sua vida pública procurou agir como servidor e afirmou que deseja fazer um governo de união nacional.
sábado, 16 de outubro de 2010
Moacyr Franco Não É Eleito Senador
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O discurso de Dilma e Serra no Segundo Turno
Opinião do jornalista Maurício Stycer
Cada um do seu jeito, com as suas armas, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) voltaram a duelar na propaganda eleitoral gratuita em torno de valores e sugestões que seus adversários representam um perigo ao eleitor.
Falando de Serra, uma narradora de seu programa disse: “Quantas brasileiras ele já salvou com os mutirões da saúde”. E completou, depois de enumerar outras iniciativas do candidato: “O presidente que a família brasileira precisa”.
Com este apelo às mulheres, a ênfase em imagens de grávidas, sua presença em Aparecida e críticas a Dilma por mudar de opinião, Serra mais uma vez procurou fixar a ideia que é um candidato mais confiável que a rival.
No momento mais agressivo, no encerramento, o programa tucano apresentou uma música chamando a atenção de temas a respeito dos quais a petista teria mudado de posição. “A dona da Dilma, como é que é? Não dá confiar, não sei quem é. Já quis mexer na lei sobre o aborto, mas na propaganda já mudou, diz que não quer”.
O programa de Dilma bateu na tecla da “continuidade com inovação”. O presidente Lula apareceu apenas brevemente, numa imagem já exibida anteriormente, para dizer que “não tem ninguém mais preparado” que sua candidata.
Dilma prometeu “comparar sem ofensas pessoais” o governo Lula com o governo FHC. Como mostrou nos seus últimos dias, recorreu a ideia que o tucano pode colocar em risco os programas sociais do governo petista.
Referiu-se aos adversários como “a turma do contra” – contra o Prouni, PAC e Bolsa Família. Numa versão mais suave do “discurso do medo”, Dilma assegurou que representa “o caminho seguro”.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Pesquisa CNT/SENSUS do dia 13 de Outubro:Dilma 52,3%, Serra 47,7%
Pesquisa Sensus, divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) nesta quinta-feira (14), mostra Dilma Rousseff (PT) com 52,3% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 47,7%. Para se chegar aos votos válidos são excluídos os eleitores que dizem votar em branco ou nulo e os indecisos.
O levantamento foi realizado entre 11 e 13 de outubro e ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de número 35.560/2010. A margem de erro do levantamento é de 2,2% para mais ou para menos.
Em números totais, Dilma tem 46,8% e Serra 42,7%. Neste cenário, os candidatos estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro. Os eleitores que disseram votar branco ou nulo foram 4% e os que não souberam ou não responderam foram 6,6%.
Na última sondagem realizada pelo instituto, entre 26 e 28 de setembro, Dilma tinha 53,9% dos votos totais e Serra 34,5%.
Rejeição
A pesquisa mostra um aumento da rejeição de Dilma. No levantamento de setembro eram 32,6% os que diziam não votar em Dilma, agora são 35,4%. No caso de Serra, a rejeição caiu. O tucano tinha 40,2% de rejeição e agora tem 37,5%.
O levantamento de outubro mostra que ainda há mais expectativa da vitória de Dilma. Para 59,6% dos entrevistados a petista vencerá a eleição, enquanto 29% acreditam no triunfo de Serra.
A pesquisa mostra que 62,2% dos entrevistados assistiram aos programas do horário eleitoral gratuito do segundo turno, que começaram na sexta-feira (8). Entre estes, 52,5% acham o de Dilma melhor e 47,5% preferem o do tucano. O levantamento afirma que 72,9% dos entrevistados dizem já ter definido o voto. Dos entrevistados, 92,7% pretendem comparecer para votar, enquanto 3,9% talvez irão e 2,7% não irão. Foram 0,8% os que não responderam a esta pergunta.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, afirmou que não irá fazer prognósticos. Quando foi divulgada ainda em setembro a última pesquisa o cenário era apontado como de eleição definida a favor de Dilma, o que acabou não acontecendo. “Nossa posição é de não fazer prognóstico, há um fenômeno sociológico que tem de ser estudado. Então não vamos mais fazer prognósticos”.
O presidente da CNT atribui a queda de Dilma a uma série de “difamações” contra a candidata. Já o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, destaca que as denúncias sobre o escândalo da Casa Civil que derrubou Erenice Guerra já vinha tirando votos de Dilma nas últimas semanas do primeiro turno. Para ele, o debate sobre o aborto e as acusações contra a petista feitas pela internet retiraram os votos que impediram a vitória de Dilma no primeiro turno.
Regiões
Nos dados da pesquisa por regiões, os percentuais de intenção de voto em Dilma caíram em todas as regiões, enquanto o de Serra subiu em todas. Dilma segue liderando apenas no Nordeste, onde tem 60,7% e Serra 31,1%. No Sudeste há um empate técnico, onde Serra tem 44,7% e Dilma 43,3%. Na região Norte/Centro-Oeste, Serra tem 45,7% e Dilma 40,7%. No Sul, Serra tem 56% e Dilma 36,3%, de acordo com a pesquisa.
O levantamento foi realizado entre 11 e 13 de outubro e ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é de número 35.560/2010. A margem de erro do levantamento é de 2,2% para mais ou para menos.
Em números totais, Dilma tem 46,8% e Serra 42,7%. Neste cenário, os candidatos estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro. Os eleitores que disseram votar branco ou nulo foram 4% e os que não souberam ou não responderam foram 6,6%.
Na última sondagem realizada pelo instituto, entre 26 e 28 de setembro, Dilma tinha 53,9% dos votos totais e Serra 34,5%.
Rejeição
A pesquisa mostra um aumento da rejeição de Dilma. No levantamento de setembro eram 32,6% os que diziam não votar em Dilma, agora são 35,4%. No caso de Serra, a rejeição caiu. O tucano tinha 40,2% de rejeição e agora tem 37,5%.
O levantamento de outubro mostra que ainda há mais expectativa da vitória de Dilma. Para 59,6% dos entrevistados a petista vencerá a eleição, enquanto 29% acreditam no triunfo de Serra.
A pesquisa mostra que 62,2% dos entrevistados assistiram aos programas do horário eleitoral gratuito do segundo turno, que começaram na sexta-feira (8). Entre estes, 52,5% acham o de Dilma melhor e 47,5% preferem o do tucano. O levantamento afirma que 72,9% dos entrevistados dizem já ter definido o voto. Dos entrevistados, 92,7% pretendem comparecer para votar, enquanto 3,9% talvez irão e 2,7% não irão. Foram 0,8% os que não responderam a esta pergunta.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, afirmou que não irá fazer prognósticos. Quando foi divulgada ainda em setembro a última pesquisa o cenário era apontado como de eleição definida a favor de Dilma, o que acabou não acontecendo. “Nossa posição é de não fazer prognóstico, há um fenômeno sociológico que tem de ser estudado. Então não vamos mais fazer prognósticos”.
O presidente da CNT atribui a queda de Dilma a uma série de “difamações” contra a candidata. Já o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, destaca que as denúncias sobre o escândalo da Casa Civil que derrubou Erenice Guerra já vinha tirando votos de Dilma nas últimas semanas do primeiro turno. Para ele, o debate sobre o aborto e as acusações contra a petista feitas pela internet retiraram os votos que impediram a vitória de Dilma no primeiro turno.
Regiões
Nos dados da pesquisa por regiões, os percentuais de intenção de voto em Dilma caíram em todas as regiões, enquanto o de Serra subiu em todas. Dilma segue liderando apenas no Nordeste, onde tem 60,7% e Serra 31,1%. No Sudeste há um empate técnico, onde Serra tem 44,7% e Dilma 43,3%. Na região Norte/Centro-Oeste, Serra tem 45,7% e Dilma 40,7%. No Sul, Serra tem 56% e Dilma 36,3%, de acordo com a pesquisa.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Lula 'Picareta':Opinião do Marcelo Madureira do 'Casseta' no 'GNT'
Marcelo Madureira fala sobre o Lula no Manhatan Conection do dia 03 de outubro de 2010 - dia da eleição
Veja e deixe sua sincera opinião:
Programação da Globo no 2º turno das Eleições 2010
O horário eleitoral volta no segundo turno e as redes de televisão começam a armar dispositivos especiais, porque as suas programações terão que obedecer a dois formatos diferentes.
Comum a todas as regiões, a propaganda dos candidatos à Presidência da República. E para por aí, nos Estados que já têm os seus governadores escolhidos. Em nove outros, no entanto, o programa continuará por mais 20 minutos, também dividido em partes iguais para cada cargo em disputa. A novidade, para ambos os casos, é que a partir de agora haverá exibições também aos domingos.
A propaganda política na TV começará 48 horas depois da proclamação dos resultados pelo TSE, às 13h00 e às 20h30, como foi no primeiro turno, e terminará no dia 29. A Globo, por exemplo, na faixa da tarde terá um “Vídeo Show” esticado com 40 minutos e outro menor, de 25 minutos, para atender às duas situações. À noite, caberá ao “Jornal Nacional” fazer esta divisão, também com durações diferentes para os dois casos. As outras emissoras, mesmo sem anunciar nada até agora, com toda certeza já desenvolvem os devidos ajustes em suas grades de programação.
Importante
Além desses dois horários, 13h00 e 20h30, serão reservados ainda 30 minutos diários, a serem usados para inserções de até 60 segundos, a critério dos partidos. Veiculação obrigatória a partir de 8 da manhã até meia-noite.
Comum a todas as regiões, a propaganda dos candidatos à Presidência da República. E para por aí, nos Estados que já têm os seus governadores escolhidos. Em nove outros, no entanto, o programa continuará por mais 20 minutos, também dividido em partes iguais para cada cargo em disputa. A novidade, para ambos os casos, é que a partir de agora haverá exibições também aos domingos.
A propaganda política na TV começará 48 horas depois da proclamação dos resultados pelo TSE, às 13h00 e às 20h30, como foi no primeiro turno, e terminará no dia 29. A Globo, por exemplo, na faixa da tarde terá um “Vídeo Show” esticado com 40 minutos e outro menor, de 25 minutos, para atender às duas situações. À noite, caberá ao “Jornal Nacional” fazer esta divisão, também com durações diferentes para os dois casos. As outras emissoras, mesmo sem anunciar nada até agora, com toda certeza já desenvolvem os devidos ajustes em suas grades de programação.
Importante
Além desses dois horários, 13h00 e 20h30, serão reservados ainda 30 minutos diários, a serem usados para inserções de até 60 segundos, a critério dos partidos. Veiculação obrigatória a partir de 8 da manhã até meia-noite.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Celebridades explicam derrotas nas Eleições 2010
Candidatos conhecidos do público antes mesmo de colocarem suas fotografias nas urnas têm explicações prontas para as derrotas nas urnas no domingo (3).
Há quem afirme que o sucesso de estreantes como deputado eleito Tiririca desviou votos, enquanto outros avaliam que faltou verba para a campanha.
A candidata Suellem Aline Mendes Silva (PTN), mais conhecida pelo apelido de Mulher Pêra, até o meio da tarde de segunda-feira (4), ainda não havia conseguido descobrir quantos votos recebeu na eleição.
A candidatura da “mulher-fruta” foi indeferida e está com recurso. Nos casos de indeferimento, o TSE divulga os votos obtidos somente em uma segunda etapa.
“Estou muito chateada, não sabia que ia dar esse problema”, disse a candidata, que conseguiu exatos 3.136 votos. No dia da votação, ela optou pela internet para tentar conquistar alguns votos. “Votei pela manhã, depois entrei no Twitter para conversar com as pessoas”, disse.
Ela não sabe se vai insistir na carreira política. “Se não conseguir, vou seguir minha carreira normal. Vou gravar um segundo CD, um segundo DVD também. O primeiro CD que gravei foi de funk, mas estou saindo um pouco do funk. Não sei se será axé”, disse. Ela afirma que recebeu do partido uma doação de R$ 30 mil para fazer a campanha. “Gastei mais do que isso”, disse.
Maguila: 'o povo é ingrato'
Candidato a deputado estadual pelo PTN, em São Paulo, o ex-boxeador Adilson Rodrigues, conhecido como Maguila, obteve 2.951 votos e ficou em 372º lugar na disputa. E não está decepcionado. “Já estava esperando. Não fiz campanha, não saí na rua”, disse ele ao G1, nesta segunda-feira (4).
“Estou tranquilo em relação à política. Só não estou mais tranquilo porque minha mãe está internada”. De acordo com ele, a mãe, que tem 89 anos, está internada com pneumonia.
Maguila contou que foi convidado pelo partido para se candidatar. “Me procuraram, me pagaram e eu fui”, afirmou, sem revelar quanto ganhou. Ele admite que não tinha um programa de governo definido, mas que pretendia trabalhar com programas sociais na área de esporte.
“Era a minha proposta, trabalhar com esporte”, contou. O ex-boxeador disse ainda que “não acredita na política”. “Eu votei, fiz a minha parte, porque sou um cidadão”, relatou. “Mas o povo é ingrato.” Apesar disso, ele não descarta a possibilidade de uma nova candidatura. “Se me pagarem, eu volto.”
Batoré x Tiririca
Candidato a deputado federal pelo PP em SP, o vereador em Mauá (SP) e humorista Batoré obteve 23.042 votos (0,11%), ficando no 161º lugar. Para Batoré, o principal motivo para ele não ter conseguido uma cadeira na Câmara dos Deputados foi o sucesso de seu concorrente Tiririca, que recebeu 1.353.820 votos pelo PR e foi o candidato a deputado federal mais votado do país. “Tenho certeza que os votos que seriam para mim foram para o Tiririca”, disse.
Batoré disse acreditar que muitos eleitores votaram no Tiririca como forma de protesto, "um voto de deboche". “Já os meus votos, por exemplo, acredito que tiveram uma pitada de esperança por conta do histórico do meu trabalho em Mauá”, afirmou.
O vereador criticou a eleição de Tiririca. “Sou amigo do Tiririca, mas tenho que ser verdadeiro com ele e comigo. A política tem que ser séria, o que não quer dizer que o político precisa ser mal humorado”, afirmou.
O humorista disse, porém, que ficou surpreso com a derrota e que esperava ser eleito. Ele acrescentou, contudo, que não teve muita verba para a campanha, que não deve ter ultrapassado os R$ 200 mil. “A minha campanha não foi pobre, foi miserável”. Ele reconheceu, porém, que ser ‘famoso’ ajuda a conseguir votos.
O vereador disse que seguirá na carreira política, onde atua principalmente para a melhoria da educação. Em 2012 ainda não sabe se tentará a reeleição ou até mesmo sair como candidato a prefeito ou vice em Mauá. Batoré também disse pretender concorrer novamente a deputado federal em 2014.
“Eu não perdi, deixei de ganhar. Já tenho meu mandato como vereador”, disse. Batoré acrescentou que, dos 23 mil votos que obteve, cerca de 13 mil são de Mauá, o que demonstra o resultado de seu trabalho. Ele disse que recebeu cerca de 4,7 mil votos quando foi eleito vereador.
Há quem afirme que o sucesso de estreantes como deputado eleito Tiririca desviou votos, enquanto outros avaliam que faltou verba para a campanha.
A candidata Suellem Aline Mendes Silva (PTN), mais conhecida pelo apelido de Mulher Pêra, até o meio da tarde de segunda-feira (4), ainda não havia conseguido descobrir quantos votos recebeu na eleição.
A candidatura da “mulher-fruta” foi indeferida e está com recurso. Nos casos de indeferimento, o TSE divulga os votos obtidos somente em uma segunda etapa.
“Estou muito chateada, não sabia que ia dar esse problema”, disse a candidata, que conseguiu exatos 3.136 votos. No dia da votação, ela optou pela internet para tentar conquistar alguns votos. “Votei pela manhã, depois entrei no Twitter para conversar com as pessoas”, disse.
Ela não sabe se vai insistir na carreira política. “Se não conseguir, vou seguir minha carreira normal. Vou gravar um segundo CD, um segundo DVD também. O primeiro CD que gravei foi de funk, mas estou saindo um pouco do funk. Não sei se será axé”, disse. Ela afirma que recebeu do partido uma doação de R$ 30 mil para fazer a campanha. “Gastei mais do que isso”, disse.
Maguila: 'o povo é ingrato'
Candidato a deputado estadual pelo PTN, em São Paulo, o ex-boxeador Adilson Rodrigues, conhecido como Maguila, obteve 2.951 votos e ficou em 372º lugar na disputa. E não está decepcionado. “Já estava esperando. Não fiz campanha, não saí na rua”, disse ele ao G1, nesta segunda-feira (4).
“Estou tranquilo em relação à política. Só não estou mais tranquilo porque minha mãe está internada”. De acordo com ele, a mãe, que tem 89 anos, está internada com pneumonia.
Maguila contou que foi convidado pelo partido para se candidatar. “Me procuraram, me pagaram e eu fui”, afirmou, sem revelar quanto ganhou. Ele admite que não tinha um programa de governo definido, mas que pretendia trabalhar com programas sociais na área de esporte.
“Era a minha proposta, trabalhar com esporte”, contou. O ex-boxeador disse ainda que “não acredita na política”. “Eu votei, fiz a minha parte, porque sou um cidadão”, relatou. “Mas o povo é ingrato.” Apesar disso, ele não descarta a possibilidade de uma nova candidatura. “Se me pagarem, eu volto.”
Batoré x Tiririca
Candidato a deputado federal pelo PP em SP, o vereador em Mauá (SP) e humorista Batoré obteve 23.042 votos (0,11%), ficando no 161º lugar. Para Batoré, o principal motivo para ele não ter conseguido uma cadeira na Câmara dos Deputados foi o sucesso de seu concorrente Tiririca, que recebeu 1.353.820 votos pelo PR e foi o candidato a deputado federal mais votado do país. “Tenho certeza que os votos que seriam para mim foram para o Tiririca”, disse.
Batoré disse acreditar que muitos eleitores votaram no Tiririca como forma de protesto, "um voto de deboche". “Já os meus votos, por exemplo, acredito que tiveram uma pitada de esperança por conta do histórico do meu trabalho em Mauá”, afirmou.
O vereador criticou a eleição de Tiririca. “Sou amigo do Tiririca, mas tenho que ser verdadeiro com ele e comigo. A política tem que ser séria, o que não quer dizer que o político precisa ser mal humorado”, afirmou.
O humorista disse, porém, que ficou surpreso com a derrota e que esperava ser eleito. Ele acrescentou, contudo, que não teve muita verba para a campanha, que não deve ter ultrapassado os R$ 200 mil. “A minha campanha não foi pobre, foi miserável”. Ele reconheceu, porém, que ser ‘famoso’ ajuda a conseguir votos.
O vereador disse que seguirá na carreira política, onde atua principalmente para a melhoria da educação. Em 2012 ainda não sabe se tentará a reeleição ou até mesmo sair como candidato a prefeito ou vice em Mauá. Batoré também disse pretender concorrer novamente a deputado federal em 2014.
“Eu não perdi, deixei de ganhar. Já tenho meu mandato como vereador”, disse. Batoré acrescentou que, dos 23 mil votos que obteve, cerca de 13 mil são de Mauá, o que demonstra o resultado de seu trabalho. Ele disse que recebeu cerca de 4,7 mil votos quando foi eleito vereador.
Netinho de Paula critica a imprensa depois da derrota política
“Não me sinto injustiçado. Eu me sinto escolhido. Fui escolhido para falarem mal. Passei três meses de campanha falando de um fato da minha vida particular que aconteceu em 2005”, afirmou o vereador, comentando sobre o episódio de agressão à ex-mulher. Ele também reclamou do espaço que a mídia (ele não citou o nome dos veículos) deu à investigação sobre uma suposta fraude em sua declaração de bens.
No mês passado, a Polícia Civil esteve na casa de Netinho, em Alphaville, região nobre de Barueri, na Grande São Paulo. O então candidato é suspeito de não ter declarado a mansão em sua lista de bens. “Quando a Polícia Civil invadiu a minha casa, a imprensa dava a manchete: ‘Polícia Civil invade a casa de Netinho’ em pleno processo eleitoral. Isso é vergonhoso, escandaloso, feio”, atacou.
Netinho, que em alguns momentos elevou o tom das críticas, defendeu que “todas as denúncias” que surjam sejam apuradas, mas que isso seja feito não apenas com um candidato.
Com relação ao resultado nas urnas, o vereador afirmou ter saído “feliz” ao final da campanha. Ele não descartou a hipótese de disputar uma eleição para o cargo de prefeito de São Paulo em 2012, mas disse estar neste momento envolvido “de corpo e alma” na campanha da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. “Nos próximos 15 dias, quero viajar, fazer a campanha para ela.”
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Netinho teve 7,7 milhões de votos. Aloysio Nunes venceu a disputa com 11,18 milhões de votos, ante 8,31 milhões de Marta Suplicy.
“Eu saí muito feliz porque o povo correspondeu. A quantidade de votos é muito expressiva. Saio (da campanha) com um aprendizado grande e vontade de trabalhar”, disse Netinho. Ao comentar sobre Nunes, o vereador admitiu que houve erro de avaliação de seu núcleo de campanha. “Houve uma subestimação da possibilidade de crescimento do candidato do PSDB.”
Sobre o futuro, Netinho afirmou que pretende continuar se dedicando a seus projetos na Câmara Municipal - um dos citados por ele foi o que propõe a criação de mais albergues para dependentes químicos de baixa renda. No entanto, quando questionado, não fechou as portas para um possível cargo caso Dilma seja eleita. "Não estou pensando nisso agora. Posso e pretendo participar da forma que a Dilma achar melhor."
Tiririca é denunciado por suposto analfabetismo
A Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou denúncia nesta segunda-feira (4) contra Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como o palhaço Tiririca, eleito com 1.353.820 votos para o cargo de deputado federal - o mais votado do país - nestas eleições, pela coligação Juntos por São Paulo (PR/PT /PRB/PC do B/PT do B).
A prova técnica apresentada sobre alfabetização de Tiririca justifica o recebimento da denúncia, anteriormente rejeitada, para início da ação penal, segundo nota do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e aceita pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira.
saiba mais
Após votação recorde em SP, Tiririca viaja para o Ceará para descansarJustiça Eleitoral não recebe denúncia contra TiriricaEm sua sentença, o juiz considera que "a prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística (IC) aponta para uma discrepância de grafias", o que leva a uma razoável dúvida sobre uma das "condições de elegibilidade inseridas em declaração firmada pelo acusado, no momento do pedido de registro de candidatura a deputado federal para concorrer às eleições 2010, por meio da qual afirma que sabe ler e escrever". De acordo com o TRE, Tiririca tem 10 dias para apresentar sua defesa e comprovar que sabe ler e escrever.
Além da denúncia oferecida pelo MPE na 1ª Zona Eleitoral para apuração de crime eleitoral, tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo um requerimento que contesta o registro de candidatura de Tiririca. O documento ainda será analisado pelo juiz relator. Tiririca é filiado ao Partido da República (PR).
O G1 tentou entrar em contato com o candidato eleito a deputado federal, mas não conseguiu localizá-lo.
A denúncia de suspeita de analfabetismo foi recebida como complementação a uma outra, recebida em 22 de setembro pelo TRE, por omissão da declaração de bens no pedido de registro e oferecida pelo MPE, baseada no art. 350 do Código Eleitoral, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e o pagamento de 5 a 15 dias-multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público.
O art. 350 prevê como crime eleitoral “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”.
A prova técnica apresentada sobre alfabetização de Tiririca justifica o recebimento da denúncia, anteriormente rejeitada, para início da ação penal, segundo nota do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e aceita pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira.
saiba mais
Após votação recorde em SP, Tiririca viaja para o Ceará para descansarJustiça Eleitoral não recebe denúncia contra TiriricaEm sua sentença, o juiz considera que "a prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística (IC) aponta para uma discrepância de grafias", o que leva a uma razoável dúvida sobre uma das "condições de elegibilidade inseridas em declaração firmada pelo acusado, no momento do pedido de registro de candidatura a deputado federal para concorrer às eleições 2010, por meio da qual afirma que sabe ler e escrever". De acordo com o TRE, Tiririca tem 10 dias para apresentar sua defesa e comprovar que sabe ler e escrever.
Além da denúncia oferecida pelo MPE na 1ª Zona Eleitoral para apuração de crime eleitoral, tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo um requerimento que contesta o registro de candidatura de Tiririca. O documento ainda será analisado pelo juiz relator. Tiririca é filiado ao Partido da República (PR).
O G1 tentou entrar em contato com o candidato eleito a deputado federal, mas não conseguiu localizá-lo.
A denúncia de suspeita de analfabetismo foi recebida como complementação a uma outra, recebida em 22 de setembro pelo TRE, por omissão da declaração de bens no pedido de registro e oferecida pelo MPE, baseada no art. 350 do Código Eleitoral, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e o pagamento de 5 a 15 dias-multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público.
O art. 350 prevê como crime eleitoral “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais”.
Celebridades Eleitas 2010
As eleições deste domingo vão representar para alguns candidatos uma mudança radical no rumo de suas carreiras. Artistas e celebridades se candidataram a diversos cargos em todo o país e, se para alguns a campanha eleitoral significou apenas cinco minutos de fama, outros terão de enfrentar quatro anos de mandato, encarando, agora, os holofotes da política.
Confira fotos das celebridades eleitas e as que não conseguiram se eleger
No Rio, foram seis candidatos-artistas eleitos. Com o bordão "Escracha", o apresentador Wagner Montes (PDT) foi o deputado estadual mais votado no estado, com 528.628 votos. Ele irá trabalhar lado a lado na Assembleia Estadual do Rio de Janeiro (Alerj) com a atriz Myrian Rios (PDT), eleita com 22.169 votos, e com o ex-jogador de futebol Bebeto (PDT), eleito com 28.328 votos.
Outro que deixou os gramados para entrar no campo da política foi o ex-jogador Romário, que com 146.859 votos foi eleito para a Câmara dos Deputados. Nesta segunda-feira, ele comemorou sua eleição em seu comitê de campanha, na Barra da Tijuca. O Baixinho foi o sexto deputado mais votado do Rio.
Romário falou de seus planos para o mandato na capital federal:
- Ainda estou aprendendo a função. Não sou um político pronto ainda, mas as quase 150 mil pessoas que acreditaram em mim podem ter certeza de que vou realizar e me tornar um grande político. Fui 'top' na minha profissão e sempre convivi com cobranças. Agora será igual, mas numa nova área. Sem cobrança não tem graça. O povo pode ter certeza de que vou fazer muitos 'gols' em Brasília.
O ator Stepan Nercessian (PPS) e o ex-BBB Jean Wyllis (PSOL) também foram eleitos deputados federais, com 84.006 e 13.018 votos respectivamente. Já a funkeira Tati Quebra-Barraco não conseguiu uma vaga na Casa, apesar de ter recebido mais de mil votos.
O cantor Waguinho também não conseguiu garantir uma das duas vagas no Senado, e ficou em quinto lugar na disputa com 1.295.946 votos.
Em São Paulo, o destaque foi o humorista Tiririca (PR) que, após driblar acusações de falsidade ideológica e de que seria analfabeto, conseguiu 1.353.820 votos no estado, se tornando o deputado federal mais votado do país .
A cantora Leci Brandão (PCdoB) foi eleita deputada estadual com 86.298 votos. Já Simony recebeu apenas 6.996 votos e não conseguiu uma cadeira no Legislativo.
Os irmãos Kiko (DEM) e Leandro (DEM) do KLB não conseguiram ser eleitos deputado federal e estadual, respectivamente.
Os ex-jogadores Marcelinho Carioca (PSB) e Vampeta (PTB) também não tiveram a mesma sorte de seus colegas de profissão do Rio e perderam a eleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo e Câmara do Deputados, respectivamente.
O cantor Netinho (PCdoB) quase conseguiu uma cadeira no Senado, mas acabou em terceiro lugar com 7.773.327 votos dos paulistas.
Entre as mulheres-fruta, Renata Frisson (PHS), a Mulher Melão, obteve 1.631 votos e não foi eleita para deputada estadual no Rio: ficou em 438º lugar. Porém, ela diz que o balanço da campanha é positivo:
- Estou muito orgulhosa do resultado. A minha campanha foi muito simples, eu não tinha recursos nem patrocínio. A única coisa que gastei foi sola de sapato. Foram poucas inserções na TV, eu não tinha estrutura, mas dei o meu melhor. Essas 1.631 pessoas que saíram de casa para votar acreditaram que eu estava fazendo um trabalho sério. Não fiz campanha apelativa, mostrando o corpo. Quis mostrar que a mulher pode ser bonita e inteligente.
Suellem Aline Mendes Silva (PTN-SP), a Mulher Pêra, candidata a deputada estadual, somou 3.136 votos segundo o TRE. Ela, no entanto, não teve seus votos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, já seu registro de candidatura foi indeferido com recurso.
Ainda foram eleitos o ex-goleiro Danrlei (PTB) para deputado federal no Rio Grande do Sul, e o ex-jogador Marques (PTB) para deputado estadual em Minas Gerais.
Já na lista dos derrotados nestas eleições também estão o ex-lutador Popó (PRB), que concorria a deputado federal pela Bahia, o cantor Reginaldo Rossi (PDT), candidato a deputado estadual em Pernambuco, e o ex-carnavalesco Joãosinho Trinta (PTB), candidato a deputado distrital. O ex-BBB Dhomini, que disputava uma vaga de deputado estadual por Goiás, também não teve êxito. Ele está nas listas dos menos votados nestas eleições, com nenhum voto.
Dhomini explica que retirou a candidatura no mês passado, além de ter se desfiliado do PR, por não concordar com o candidato a governador escolhido pelo partido. Em vez de Vanderlan, o goiano preferia apoiar Marconi Perillo, do PSDB.
- Houve uma incompatibilidade de ideias. O candidato deles (do PR) é de extrema direita, não concordo com a linha de raciocínio nem com a maneira de conduzir a política, no cabresto - afirmou o ex-BBB, que já trabalhou como secretário parlamentar por oito anos e chegou a se candidatar ao cargo de vereador, em 2008, quando, segundo ele, conseguiu 2.300 votos, mas também não se elegeu.
Confira fotos das celebridades eleitas e as que não conseguiram se eleger
No Rio, foram seis candidatos-artistas eleitos. Com o bordão "Escracha", o apresentador Wagner Montes (PDT) foi o deputado estadual mais votado no estado, com 528.628 votos. Ele irá trabalhar lado a lado na Assembleia Estadual do Rio de Janeiro (Alerj) com a atriz Myrian Rios (PDT), eleita com 22.169 votos, e com o ex-jogador de futebol Bebeto (PDT), eleito com 28.328 votos.
Outro que deixou os gramados para entrar no campo da política foi o ex-jogador Romário, que com 146.859 votos foi eleito para a Câmara dos Deputados. Nesta segunda-feira, ele comemorou sua eleição em seu comitê de campanha, na Barra da Tijuca. O Baixinho foi o sexto deputado mais votado do Rio.
Romário falou de seus planos para o mandato na capital federal:
- Ainda estou aprendendo a função. Não sou um político pronto ainda, mas as quase 150 mil pessoas que acreditaram em mim podem ter certeza de que vou realizar e me tornar um grande político. Fui 'top' na minha profissão e sempre convivi com cobranças. Agora será igual, mas numa nova área. Sem cobrança não tem graça. O povo pode ter certeza de que vou fazer muitos 'gols' em Brasília.
O ator Stepan Nercessian (PPS) e o ex-BBB Jean Wyllis (PSOL) também foram eleitos deputados federais, com 84.006 e 13.018 votos respectivamente. Já a funkeira Tati Quebra-Barraco não conseguiu uma vaga na Casa, apesar de ter recebido mais de mil votos.
O cantor Waguinho também não conseguiu garantir uma das duas vagas no Senado, e ficou em quinto lugar na disputa com 1.295.946 votos.
Em São Paulo, o destaque foi o humorista Tiririca (PR) que, após driblar acusações de falsidade ideológica e de que seria analfabeto, conseguiu 1.353.820 votos no estado, se tornando o deputado federal mais votado do país .
A cantora Leci Brandão (PCdoB) foi eleita deputada estadual com 86.298 votos. Já Simony recebeu apenas 6.996 votos e não conseguiu uma cadeira no Legislativo.
Os irmãos Kiko (DEM) e Leandro (DEM) do KLB não conseguiram ser eleitos deputado federal e estadual, respectivamente.
Os ex-jogadores Marcelinho Carioca (PSB) e Vampeta (PTB) também não tiveram a mesma sorte de seus colegas de profissão do Rio e perderam a eleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo e Câmara do Deputados, respectivamente.
O cantor Netinho (PCdoB) quase conseguiu uma cadeira no Senado, mas acabou em terceiro lugar com 7.773.327 votos dos paulistas.
Entre as mulheres-fruta, Renata Frisson (PHS), a Mulher Melão, obteve 1.631 votos e não foi eleita para deputada estadual no Rio: ficou em 438º lugar. Porém, ela diz que o balanço da campanha é positivo:
- Estou muito orgulhosa do resultado. A minha campanha foi muito simples, eu não tinha recursos nem patrocínio. A única coisa que gastei foi sola de sapato. Foram poucas inserções na TV, eu não tinha estrutura, mas dei o meu melhor. Essas 1.631 pessoas que saíram de casa para votar acreditaram que eu estava fazendo um trabalho sério. Não fiz campanha apelativa, mostrando o corpo. Quis mostrar que a mulher pode ser bonita e inteligente.
Suellem Aline Mendes Silva (PTN-SP), a Mulher Pêra, candidata a deputada estadual, somou 3.136 votos segundo o TRE. Ela, no entanto, não teve seus votos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, já seu registro de candidatura foi indeferido com recurso.
Ainda foram eleitos o ex-goleiro Danrlei (PTB) para deputado federal no Rio Grande do Sul, e o ex-jogador Marques (PTB) para deputado estadual em Minas Gerais.
Já na lista dos derrotados nestas eleições também estão o ex-lutador Popó (PRB), que concorria a deputado federal pela Bahia, o cantor Reginaldo Rossi (PDT), candidato a deputado estadual em Pernambuco, e o ex-carnavalesco Joãosinho Trinta (PTB), candidato a deputado distrital. O ex-BBB Dhomini, que disputava uma vaga de deputado estadual por Goiás, também não teve êxito. Ele está nas listas dos menos votados nestas eleições, com nenhum voto.
Dhomini explica que retirou a candidatura no mês passado, além de ter se desfiliado do PR, por não concordar com o candidato a governador escolhido pelo partido. Em vez de Vanderlan, o goiano preferia apoiar Marconi Perillo, do PSDB.
- Houve uma incompatibilidade de ideias. O candidato deles (do PR) é de extrema direita, não concordo com a linha de raciocínio nem com a maneira de conduzir a política, no cabresto - afirmou o ex-BBB, que já trabalhou como secretário parlamentar por oito anos e chegou a se candidatar ao cargo de vereador, em 2008, quando, segundo ele, conseguiu 2.300 votos, mas também não se elegeu.
Confira a seguir a lista dos candidatos famosos:
RJ
- Senador
WAGUINHO SENADOR (PTdoB) - 1.295.946 votos
- Deputado federal
ROMÁRIO (PSB) - 146.859 votos (eleito)
STEPAN NERCESSIAN (PPS) - 84.006 votos (eleito)
JEAN WYLLYS (PSOL) - 13.018 votos (eleito)
TATI QUEBRA BARRACO (PTC) - 1.052 votos
- Deputado estadual
WAGNER MONTES (PDT) - 528.628 votos (eleito)
BEBETO DO TETRA (PDT) - 28.328 votos (eleito)
MYRIAN RIOS (PDT) - 22.169 votos (eleita)
MULHER MELÃO (PHS) - 1.650 votos
SP
- Senador
NETINHO (PCdoB) - 7.773.327 votos
- Deputado federal
TIRIRICA (PR) - 1.353.820 votos (eleito)
FRANK AGUIAR (PTB) - 46.154 votos
KIKO DO KLB (DEM) - 38.070 votos
BATORÉ (PP) - 23.046 votos
VAMPETA (PTB) - 15.300 votos
MULHER PERA (PTN) - 0
- Deputado estadual
LECI BRANDÃO (PCdoB) - 86.298 votos (eleita)
MARCELINHO CARIOCA (PSB) - 62.399 votos
LEANDRO DO KLB (DEM) - 62.398 votos
SIMONY (PP) - 6.996 votos
RS
- Deputado federal
DANRLEI DE DEUS GOLEIRO (PTB) - 173.787 votos (eleito)
MG
- Deputado estadual
MARQUES (PTB) - 153.225 votos (eleito)
BA
- Deputado federal
POPÓ (PRB) - 60.338 votos
PE
- Deputado estadual
REGINALDO ROSSI (PDT) - 14.934 votos
DF
- Deputado distrital
JOÃOSINHO TRINTA (PTB) - 233 votos
Mulher Melão Não É Eleita Deputada Estadual
MULHER MELÃO (PHS) - 1.650 votos
Amargou a 477ª posição no estado do Rio de Janeiro
"Que coisa, não?!"
Datas dos Debates de Dilma e Serra no 2º turno na TV já estão marcadas
O primeiro deles está marcado para domingo, dia 10, na Bandeirantes, em seus estúdios de São Paulo, provavelmente com Boris Casoy, se prevalecer o combinado no passado. Ricardo Boechat mediou o anterior. Pela ordem, Folha e Rede TV! farão o segundo, uma semana depois, dia 17 - data agendada desde as reuniões em agosto - em São Paulo, sob o comando de Kennedy Alencar.
A novidade é o SBT, que apenas exibiu entrevistas com os candidatos no primeiro turno e agora também promoverá um debate, já confirmado para o dia 22, sexta-feira, em seus estúdios da Anhanguera. Carlos Nascimento foi escolhido para comandar os trabalhos. A Record, praticamente na semana da eleição, dia 25, realizará o seu, outra vez apresentado por Celso Freitas. A dúvida, que ontem ainda persistia, é se será em São Paulo ou no Rio de Janeiro.
E, por último, a Globo, dia 29, antevéspera do segundo turno, no Rio, com William Bonner, provavelmente repetindo o modelo americano de 2006, com a participação de eleitores indecisos na plateia. Como se vê, não será por falta de debates que o eleitor não irá definir ou escolher bem o seu candidato.
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