Mostrando postagens com marcador Crítica Hipersessão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crítica Hipersessão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O Cômico 'SBT Manhã'

*Texto original do blog Hipersessão


 Reprodução/SBT
Como telespectador, nunca me desceu goela abaixo, a participação de César Filho no jornalismo do SBT. Ao meu ver, ele não tem o perfil, a credibilidade de um profissional do meio, acho que ele está mais para um apresentador de entretenimento, um comunicador, mesmo que de maneira um pouco quadrada, 'coxinha', do que para a figura dinâmica de um repórter.

Muito metódico, sistemático demais. O cabelo dele, sempre intocável, desde a época do 'Globo de Ouro'. Essa sua formalidade é tão forte, que agora no comando do 'SBT Manhã', concorrente direto dos bem-sucedidos 'SP no Ar' e 'Fala Brasil', tentaram mudar esse seu estilo careta para popular, e mais informal. E foi aí que a coisa piorou. É o mesmo que querer transformar o contido Britto Jr. num espalhafatoso Ratinho do dia para a noite. César Filho agora tornou-se involuntariamente cômico nas manhãs  diárias do SBT, como seu texto repetido diariamente no início do noticiário "eu estou aqui, porque eu sou exatamente igual a você, e você não é diferente de mim" (hã?!, oi?!, o quê?!).


 Reprodução/SBT

O bom moço agora fica bravo no estúdio, indignado com as mazelas desse país, faz brincadeirinhas bobinhas com os câmeras e anda com uma caneca vermelha pelo cenário, eu falei caneca, CA-NE-CA!...com sabe-se lá o quê dentro, café, leite ou chá; daqui uns dias para dar mais intimidade com o público, e superar o forte IBOPE da Record no horário, é capaz de ter uma mesa de café da manhã com um pacote de pão francês, manteiga, margarina, geléia, suco e um bate-papo com algum desavisado sobre os habituais assuntos de atrações do horário: violência e trânsito. A jornalista da previsão de tempo chega e ele "olha que está aqui com a gente" (uou!)


 Reprodução/SBT

É uma misturada danada. Até no figurino, paletó em cima, calça jeans com desbotado embaixo.

Resumindo: CA-FO-NA!!!...


 Reprodução/SBT

Se é para fazerem frente ou imitarem a maneira de fazer jornalismo da Record nos seus matinais, atrás de preciosos pontinhos de audiência façam direito, César Filho não se enquadra nesse tipo âncora-justiceiro dos direitos do "povão", ele é sério, e com essas forçadas mudanças de 'temperamento' ao invés de informar, só provocarão risos. Ele tem um jeito todo certinho, todo cheio de padrões.

Até o irritante Luciano Faciolli teria um desempenho melhor num telejornal deste gênero que exige rapidez e jogo de cintura.

'Brasil Urgente', 'Cidade Alerta', 'Caso Encerrado' e 'Jóia Rara':Tensão no horário das 6

*Texto original do blog Hipersessão




Ontem no fim de tarde, zapeando o controle remoto foi difícil encontrar um canal que transmitisse um pouco de paz, sossego e humor nas suas programações para um espectador à procura de um bom entretenimento no horário. 



Na BAND e Record, as tragédias da vida real exibidas nos respectivos policialescos 'Brasil Urgente' e 'Cidade Alerta', no último o apresentador, enquanto dá coices na equipe, narra o noticiário da violência como um felino ronronando, cheio de 'charme', dando a ênfase aos crimes bárbaros ou as perseguições aéreas que serão colocados na tela a seguir, depois de um discurso bastante exaustivo.



No SBT um programa de "comportamento" dublado, onde reina a baixaria e o constrangimento da vida alheia com as mediações de uma doutora, intransigente, moralista, rígida, que não sorri; mas parece uma vilã de novela mexicana com aquela expressão paralisada de sobrancelhas levantadas e cabelos naufragados no laquê, é o 'Caso Encerrado', encerra mesmo com a dignidade humana, sem nenhuma sobriedade.



Vamos para a Globo, afinal lá é o reino da salvação da má televisão. Embora se trate de um trabalho elogiado e bem costurado pelas autoras Thelma Guedes e Duca Rachid, lá encontro o Carmo Dalla Vecchia vivendo o intragável Manfred Hauser surtando, gritando, babando de ódio porque é rejeitado por seu suposto pai milionário e também mau como um pica-pau. Mas tem as gracinhas do pessoal do teatro na trama para contrabalancear, e aí, apesar de não concordar com um ator que diz não gostar de teatro, nesse caso do folhetim, o Caio Castro teria razão em não apreciar aquele grupo teatral de humor raso, ainda que com a presença daquelas periguetes loiras da época. É um fio de comédia, superficial numa história muito séria para o horário das 6, cheio de antecessoras cujos romances e simplicidades eram mais palatáveis para quem chega de um dia de trabalho desgastado fisica e emocionalmente.



Não é uma questão de ver à vida a superfície das coisas, só acho que o horário das 18h merecia um pouco mais de alegria, amor e um filtro de imagem mais claro, iluminado, suave, longe da escuridão da fotografia de Jóia Rara, dos GC's em vermelho e azul do Brasil Urgente e Cidade Alerta e do tom marrom de um telebarraco que atende pelo nome de Caso Encerrado.

Depois reclamam da fuga dos telespectadores da TV aberta.

É um desinteresse mútuo. Quem é da TV, não quer criar algo novo, relevante, prefere a acomodação, e o que é mais fácil; quem assiste TV cansa da mesmice e segue para a internet, os DVD's, as SKY's e Claro TV's da vida.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Logotipos de 'Caras e Bocas' e 'Malhação' levam "Tinta"

*Texto e postagem originais do blog Hipersessão

"Arte" no fim de tarde

Depois da "nova era global" da grade "flexível", começam a aparecer na telinha do plim-plim "mais do mesmo", as famosas repetições que acontecem não só na programação (repetição de elenco, de conteúdo, e até de logotipos. Alguém notou no final de 'Caras e Bocas' e começo da 21ª temporada de 'Malhação' os logotipos, literalmente carregados nas tintas?!? Confira a coincidência:



Outra coincidência, além das 'pinturas coloridas' nos logos: apesar da intenção da emissora de uma novela ajudar no IBOPE famigerado da outra, as duas tramas mesmo simples, são igualmente fraquíssimas, superficiais e descartáveis para aqueles fãs assíduos dos bons folhetins, de enredos bem amarrados, claros e empolgantes, que não subestimam a inteligência destes telespectadores.

Vale realmente a Pena ver de Novo, Caras e Bocas, e a 21ª historinha de Malhação', novelinha no ar há 19 anos?!?!

Dê a sua opinião!!!