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segunda-feira, 12 de março de 2012
Ricardo Teixeira sai da CBF
José Maria Marin, dirigente que assumiu o comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na quinta-feira, informou que Ricardo Teixeira renunciou ao cargo de presidente da entidade, que ocupava desde 1989. Marin permanecerá à frente da entidade máxima do futebol brasileiro até o fim de 2014, quando se encerraria o mandato de seu antecessor. Ele também exercerá as funções de Teixeira no Comitê Organizador Local da Copa de 2014 (COL).
Fonte:Jornal do Brasil
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Andres Sanchez sai do Corinthians para a CBF
O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, já terá um trabalho remunerado depois de deixar o comando do clube paulista em 15 de dezembro próximo.
O dirigente recebeu um convite do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para ser diretor de seleções da entidade e aceitou.
Informações de:
SÉRGIO RANGEL
Da Folha
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Por que a Globo 'bateu' em Ricardo Teixeira?
A razão pela qual a Globo ‘bateu’ em Ricardo Teixeira no último sábado no Jornal Naciona foi simples.
No contrato assinado entre a CBF e o canal Premiere, da Globosat, a entidade só pode fazer qualquer mudança em relação as datas e horários das partidas, em comum acordo e consultando o canal com antecedência.
Ricardo Teixeira decidiu por conta própria alterar os horários dos jogos de fim de semana, ‘matando’ de uma só vez o sábado 21h e o domingo 18h30. O Premiere não foi consultado, acabou sendo pego de surpresa e no último dia 3 de agosto foi simplesmente comunicado da decisão do presidente.
Nesse momento, a CBF estava desrespeitando o contrato e quebrando o ‘pacto’ entre Globosat e CBF.
A Globo resolveu responder na mesma moeda a decisão arbitrária de Ricardo Teixeira.
O presidente da CBF costuma dizer que quando precisa, usa o ‘saquinho de maldades’. A Globo usou o dela.
Veiculou no sábado passado, pela primeira vez no Jornal Nacional, uma reportagem desfavorável ao dirigente como retaliação por causa da quebra do ‘acordo de cavalheiros’.
Escrito por Bruno Voloch
UOL Esporte
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Reportagem da Globo contra Ricardo Teixeira
A reportagem sobre os gastos públicos irregulares do governo do Distrito Federal no amistoso entre Brasil e Portugal, em 2008, divulgada pelo "Jornal Nacional" da TV Globo, no sábado, estremeceu a relação entre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e a emissora.
De acordo com o texto, a CBF entende que a motivação para a reportagem foi a mudança nos horários dos jogos de sábado do Campeonato Brasileiro --tirou as partidas das 21h.
Recentemente Teixeira disse à revista "piauí" que só se incomodaria com denúncias veiculadas no "Jornal Nacional". Mesmo após o programa, as relações comerciais entre CBF e Globo permanecem vigentes.
Desde a entrevista, o presidente da CBF virou alvo de protestos. No dia 30 de julho, durante o sorteio preliminar da Copa-2014, no Rio, manifestantes pediram a saída de Teixeira e o fim dos e os gastos públicos no Mundial. No dia 13 de agosto, movimento semelhante foi organizado na capital paulista.
Folha Esporte
terça-feira, 9 de agosto de 2011
BAND une-se com Globo para 'Copa 2014'
A Band assinou com a Fifa e a Globo contrato de sublicenciamento para a Copa de 2014. O contrato permite ainda a transmissão de jogos de futebol de torneios femininos, jogos dos torneios Sub 17 e Sub 20 e a Copa das Confederações de 2013. Cogita-se que o valor do contrato ultrapassou a marca de R$ 100 milhões.
Além do mais a Band tenta junto à CBF a transmissão de jogos amistosos da Seleção Brasileira já a partir deste ano. As informações extra-oficiais são as de que o contrato estaria prestes a ser assinado.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Globo e CBF fazem as pazes
A Copa do Mundo de 2010 ficou marcada pelos atritos de Dunga com a imprensa. A Rede Globo, parceira histórica da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foi quem mais saiu prejudicada, sem espaço para entrevistas exclusivas com os jogadores na África do Sul.
Um ano depois, a situação é outra, durante a preparação para a Copa América. Semanas antes da viagem à Argentina, ocorreu um almoço entre Mano Menezes e profissionais do alto escalão global. O acordo é para não abusar e evitar a badalação que marcou a Copa de 2006.
Dentro da chefia da Globo, existe um alívio. Celebram o ambiente amigável e falam em um período de transição.
Os profissionais do grupo presidido pela família Marinho estão hospedados no mesmo hotel da seleção em Los Cardales, assim como equipes de reportagem de outros veículos de comunicação, como os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Apenas em alguns locais está proibido o acesso, privativo aos integrantes da equipe pentacampeã mundial.
Todos, globais ou não, circulam livremente no saguão, e o contato com jogadores e Mano é aberto, fato que não ocorreu no último Mundial, quando o elenco brasileiro ficou enclausurado na concentração. Os próprios atletas evitavam os jornalistas para não bater de frente com Dunga.
Já são seis dias de preparação em Los Cardales e até o momento não houve nenhuma entrevista exclusiva, o que deve ser liberado em breve pela assessoria de imprensa da CBF.
Na ‘era Dunga’, a maior saia-justa ficava para o diretor de comunicação Rodrigo Paiva, que não conseguia conciliar os desejos da Globo e as exigências restritivas do ex-técnico da seleção e capitão do tetracampeonato.
O auge do conflito foi o famoso episódio em que Dunga, durante a entrevista coletiva após a vitória sobre a Costa do Marfim, xingou o jornalista Alex Escobar, e as palavras do treinador foram captadas pelo som.
À época, o UOL Esporte apurou que a Globo havia negociado diretamente com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, entrevistas exclusivas com três jogadores da seleção para serem exibidas durante o programa “Fantástico”. Dunga vetou o acerto.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Cartolas:Jogo Sujo
A TV Record deu continuidade à série de reportagens contra Ricardo Teixeira na noite desta segunda-feira, no horário nobre da emissora. Uma matéria de dez minutos assinada por Luís Carlos Azenha listou uma série de informações sobre negócios nebulosos do presidente da CBF e ainda usou o deputado Romário em depoimento forte contra a alta cartolagem nacional.
O cerne da reportagem do Jornal da Record esteve no envolvimento entre Teixeira e a Sanud, empresa relacionada a escândalo de propina da Fifa na década de 90. Um dos representantes da firma no Brasil seria o irmão do cartola, Guilherme Teixeira.
A matéria apresentou números de vulto de investimentos da sociedade Teixeira-Sanud no patrimônio do dirigente, incluindo as suas propriedades, uma transportadora na cidade de Piraí (RJ) e em um restaurante no hipódromo do Rio.
Segundo programa exibido pela BBC, citado em material do Domingo Espetacular no final de semana, Teixeira foi um dos dirigentes da Fifa que embolsou propina da empresa de marketing ISL na década de 90. O brasileiro teria recebido US$ 9,5 milhões, devolvidos após acordo com a Justiça suíça, ainda de acordo com a TV inglesa.
Ricardo Teixeira teria recebido propina por meio da Sanud, empresa que tem sede no pequeno principado de Lichtenstein, na Europa, e é sócia da RLJ, com sede no Rio de Janeiro. Segundo a investigação da BBC, teriam sido 21 depósitos da ISL destinados somente ao cartola brasileiro.
O detalhe é que, segundo uma informação obtida junto ao ministério da Fazenda, a Sanud fechou em Liechtenstein há 12 anos, apesar de ainda ser apontada pela Junta Comercial do Rio de Janeiro como detentora de 50% da principal empresa de Ricardo Teixeira no Brasil.
A reportagem da Record ainda apresentou uma lista de posses suntuosas em nome de Teixeira e trouxe o depoimento de Romário, que, como membro da comissão que fiscaliza as obras da Copa do Mundo, recentemente convocou Teixeira a se apresentar na Câmara dos deputados em Brasília para explicar o crescimento dos valores do evento
“Não vou dizer que é uma máfia. Mas é uma quadrilha, de cartolas que mandam no nosso futebol, em que as coisas não são claras”, afirmou Romário à Record, em depoimento que não cita nominalmente Teixeira ou algum outro dirigente.
A expectativa é de que ofensiva da Record contra a CBF e suas relações estreitas siga nesta terça, com reportagem sobre supostas irregularidades na parceria entre o Corinthians e a MSI do polêmico empresário Kia Joorabchian. O clube paulista e seu presidente Andrés Sanchez se destacaram ultimamente como um dos principais alicerces do mandatário da CBF na cena política do futebol nacional.
A aposta editorial da Record em ataques a Teixeira e amigos começou coincidentemente pouco depois da derrota da emissora na batalha pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2014. Neste processo, a rival Globo saiu vitoriosa após participar do racha na relação da elite do futebol nacional em sua união no Clube dos 13.
Nas últimas semanas, além do Jornal da Record e do Domingo Espetacular, a emissora paulista debateu o envolvimento de Teixeira em escândalo da Fifa no programa religioso Fala Que Eu Te Escuto e ainda criticou os atrasos nas obras para a Copa de 2014 através do humorístico Legendários.
O cerne da reportagem do Jornal da Record esteve no envolvimento entre Teixeira e a Sanud, empresa relacionada a escândalo de propina da Fifa na década de 90. Um dos representantes da firma no Brasil seria o irmão do cartola, Guilherme Teixeira.
A matéria apresentou números de vulto de investimentos da sociedade Teixeira-Sanud no patrimônio do dirigente, incluindo as suas propriedades, uma transportadora na cidade de Piraí (RJ) e em um restaurante no hipódromo do Rio.
Segundo programa exibido pela BBC, citado em material do Domingo Espetacular no final de semana, Teixeira foi um dos dirigentes da Fifa que embolsou propina da empresa de marketing ISL na década de 90. O brasileiro teria recebido US$ 9,5 milhões, devolvidos após acordo com a Justiça suíça, ainda de acordo com a TV inglesa.
Ricardo Teixeira teria recebido propina por meio da Sanud, empresa que tem sede no pequeno principado de Lichtenstein, na Europa, e é sócia da RLJ, com sede no Rio de Janeiro. Segundo a investigação da BBC, teriam sido 21 depósitos da ISL destinados somente ao cartola brasileiro.
O detalhe é que, segundo uma informação obtida junto ao ministério da Fazenda, a Sanud fechou em Liechtenstein há 12 anos, apesar de ainda ser apontada pela Junta Comercial do Rio de Janeiro como detentora de 50% da principal empresa de Ricardo Teixeira no Brasil.
A reportagem da Record ainda apresentou uma lista de posses suntuosas em nome de Teixeira e trouxe o depoimento de Romário, que, como membro da comissão que fiscaliza as obras da Copa do Mundo, recentemente convocou Teixeira a se apresentar na Câmara dos deputados em Brasília para explicar o crescimento dos valores do evento
“Não vou dizer que é uma máfia. Mas é uma quadrilha, de cartolas que mandam no nosso futebol, em que as coisas não são claras”, afirmou Romário à Record, em depoimento que não cita nominalmente Teixeira ou algum outro dirigente.
A expectativa é de que ofensiva da Record contra a CBF e suas relações estreitas siga nesta terça, com reportagem sobre supostas irregularidades na parceria entre o Corinthians e a MSI do polêmico empresário Kia Joorabchian. O clube paulista e seu presidente Andrés Sanchez se destacaram ultimamente como um dos principais alicerces do mandatário da CBF na cena política do futebol nacional.
A aposta editorial da Record em ataques a Teixeira e amigos começou coincidentemente pouco depois da derrota da emissora na batalha pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2014. Neste processo, a rival Globo saiu vitoriosa após participar do racha na relação da elite do futebol nacional em sua união no Clube dos 13.
Nas últimas semanas, além do Jornal da Record e do Domingo Espetacular, a emissora paulista debateu o envolvimento de Teixeira em escândalo da Fifa no programa religioso Fala Que Eu Te Escuto e ainda criticou os atrasos nas obras para a Copa de 2014 através do humorístico Legendários.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Record ataca Ricardo Teixeira, CBF e Globo
A trégua da Record no embate direto com a Globo e seus parceiros mais simbólicos definitivamente foi deixada de lado. Na madrugada desta terça-feira, o programa religioso “Fala Que Eu Te Escuto” disparou contra a Fifa e sua crise de corrupção que balança a administração de Joseph Blatter às vésperas das eleições. No entanto, a atração entrou na ofensiva dos últimos dias da emissora contra a CBF, usando o suposto envolvimento do presidente Ricardo Teixeira com casos de suborno, e atingindo ainda a estreita relação da rival Globo com a entidade que comanda o futebol nacional.
Para quem não conhece o “Fala Que Eu Te Escuto”, o programa religioso tem como ponto de partida uma pergunta, que é lançada ao público da madrugada. Na edição em questão, o tema em debate era como o Brasil vai ficar depois da Copa do Mundo de 2014, tratando das dificuldades de organização para o evento no país. Em seguida, o bispo que comanda a atração recebeu telefonemas ao vivo e conversou com espectadores, que diziam acreditar em corrupção no futebol brasileiro.
A pergunta serviu como plataforma de lançamento das críticas contra Globo e CBF. No meio dos telefonemas ao vivo de espectadores, o programa exibiu matérias da casa que endossavam a ofensiva, como uma entrevista de outubro passado com o polêmico ex-dirigente do Vasco Eurico Miranda, que detonava o que chamou de monopólio da Globo nos direitos de transmissões do Campeonato Brasileiro.
Neste ano, a Record saiu derrotada na batalha pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2014, vendo a rival Globo ganhar a disputa depois de protagonizar o racha na relação da elite do futebol nacional em sua união no Clube dos 13.
No papo com Eurico Miranda, a Record abriu espaço generoso para o dirigente afastado da cena política do futebol atacar o modus operandi da Globo em relação ao esporte na TV. O cartola afirmou que a emissora carioca interfere em eleições de federações, confederações e clubes. Um discurso apropriado para os interesses da TV paulista.
O “Fala Que Eu Te Escuto” ainda usou uma matéria do programa humorístico “Legendários”, em que os comediantes (entre eles o roqueiro João Gordo) fazem graça das dificuldades de preparação para a Copa de 2014.
Ao contrário de sua principal concorrente, que ainda prefere a discrição em vínculos entre Ricardo Teixeira e as denúncias de corrupção na Fifa, a Record colocou o maior dirigente do futebol nacional no foco central do caso. No último domingo, o “Domingo Espetacular” apresentou matéria argumentando que o escândalo internacional complica o presidente da CBF.
A reportagem capitaneada pelo apresentador Paulo Henrique Amorim expõe em quase 13 minutos acusações contra Teixeira, veiculadas pela da rede inglesa BBC, como a que envolve o brasileiro em uma lista de subornos de altos executivos da Fifa nos anos 90.
A atração dominical da Record ainda repercute a acusação de que o presidente da CBF teria pedido propina para apoiar a Inglaterra pela Copa de 2018. Um executivo da candidatura inglesa acusou nominalmente Teixeira de pedir dinheiro em troca de voto.
UOL ESPORTES
Para quem não conhece o “Fala Que Eu Te Escuto”, o programa religioso tem como ponto de partida uma pergunta, que é lançada ao público da madrugada. Na edição em questão, o tema em debate era como o Brasil vai ficar depois da Copa do Mundo de 2014, tratando das dificuldades de organização para o evento no país. Em seguida, o bispo que comanda a atração recebeu telefonemas ao vivo e conversou com espectadores, que diziam acreditar em corrupção no futebol brasileiro.
A pergunta serviu como plataforma de lançamento das críticas contra Globo e CBF. No meio dos telefonemas ao vivo de espectadores, o programa exibiu matérias da casa que endossavam a ofensiva, como uma entrevista de outubro passado com o polêmico ex-dirigente do Vasco Eurico Miranda, que detonava o que chamou de monopólio da Globo nos direitos de transmissões do Campeonato Brasileiro.
Neste ano, a Record saiu derrotada na batalha pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2014, vendo a rival Globo ganhar a disputa depois de protagonizar o racha na relação da elite do futebol nacional em sua união no Clube dos 13.
No papo com Eurico Miranda, a Record abriu espaço generoso para o dirigente afastado da cena política do futebol atacar o modus operandi da Globo em relação ao esporte na TV. O cartola afirmou que a emissora carioca interfere em eleições de federações, confederações e clubes. Um discurso apropriado para os interesses da TV paulista.
O “Fala Que Eu Te Escuto” ainda usou uma matéria do programa humorístico “Legendários”, em que os comediantes (entre eles o roqueiro João Gordo) fazem graça das dificuldades de preparação para a Copa de 2014.
Ao contrário de sua principal concorrente, que ainda prefere a discrição em vínculos entre Ricardo Teixeira e as denúncias de corrupção na Fifa, a Record colocou o maior dirigente do futebol nacional no foco central do caso. No último domingo, o “Domingo Espetacular” apresentou matéria argumentando que o escândalo internacional complica o presidente da CBF.
A reportagem capitaneada pelo apresentador Paulo Henrique Amorim expõe em quase 13 minutos acusações contra Teixeira, veiculadas pela da rede inglesa BBC, como a que envolve o brasileiro em uma lista de subornos de altos executivos da Fifa nos anos 90.
A atração dominical da Record ainda repercute a acusação de que o presidente da CBF teria pedido propina para apoiar a Inglaterra pela Copa de 2018. Um executivo da candidatura inglesa acusou nominalmente Teixeira de pedir dinheiro em troca de voto.
UOL ESPORTES
domingo, 3 de abril de 2011
Fundo dos Direitos de Pay-per-view e Internet dos clubes serão geridos por Globo e CBF
Dez clubes já firmaram acordo com a Globo pelos direitos dos Brasileiros de 2012 a 2015. Outros oito estão em negociação. E todos doarão integralmente a cota de TV por assinatura e a de internet para fundo a ser gerido em conjunto por Globo e CBF.
O valor desse fundo chega a R$ 110 milhões: R$ 80 milhões referem-se aos contratos de transmissão em TV fechada e R$ 30 milhões aos de direitos de internet, segundo acordos já firmados aos quais a Folha teve acesso e projeções dos que ainda são negociados. No total, cerca de 11% de todos os contratos.
A quantia vai para o Fundo de Custeio, que já existia quando os direitos eram negociados pelo combalido Clube dos 13. "Definíamos o valor em assembleia, e não estava vinculado a uma cota específica", afirma Ataíde Gil Guerreiro, diretor do C13.
O Fundo de Custeio é reservado para viagens e hospedagens dos clubes que participarão da Série A. Em 2011, serão R$ 65 milhões -R$ 20 milhões para passagens e estadias e R$ 45 milhões para o pagamento de direitos a clubes não filiados.
Globo e CBF passam a gerir esse fundo com anuência dos rebeldes do C13. "Não tenho conhecimento disso, mas digo que a CBF administra o campeonato em seu aspecto técnico, não econômico. Se os clubes deram a administração do fundo à CBF, foi por indicação, não por imposição", diz Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF.
Nas principais ligas do mundo, são os clubes que administram o dinheiro. A passagem da gestão do C13 para CBF e Globo ocorre em razão do racha com a entidade presidida por Fábio Koff. Mas há clubes que desconhecem a profundidade da situação.
"Isso já acontecia antes, não?", indaga o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone. Ao tomar conhecimento de que a diferença está em quem administra e no fato de todo o dinheiro de TV fechada e internet estar comprometido, responde: "Não estou vendo problema nisso".
Além de os clubes renunciarem à gestão de seu próprio dinheiro, a quantia diminui. Na licitação do C13, o valor mínimo para a compra dos direitos de TV fechada era de R$ 100 milhões. Especula-se de que os direitos de internet, mídia com maior potencial de crescimento, sairia por valor semelhante.
De acordo com os contratos aos quais a Folha teve acesso, tanto o dinheiro de TV por assinatura como o referente à internet nem entrarão no caixa dos clubes. Tudo irá direto para o fundo.
O contrato também diz que eventuais sobras, ao final da temporada, serão destinadas à "premiação" dos times.
Procurada, a Globo disse que não se pronunciará enquanto não concluir as negociações com todos os clubes.
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