Mostrando postagens com marcador Beatrice M.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Beatrice M.. Mostrar todas as postagens
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Beatriz M. entrevista Jaqueline
A pocket-entrevistada da semana é Jaqueline Maldonado, estilista paulistana de quem sou fã. O temperamento explosivo valeu a Jaqueline ser uma habituée das páginas sociais. Mas não se enganem: ao contrário de muitas “celebridades” que usam do cálculo mais vil para aparecer, Jaqueline tem é vida de sobra. Dona de um peculiar senso para o zeitgeist, inventou a genial DASPEC e a Christian Wear. Sua mais recente investida é a compra da marca Jacques Leclair, para quem já trabalhou como assistente e de quem, graças a Deus, não aprendeu nada! Com vocês, Jaqueline, o fenômeno:
BM - O que te inspira no trabalho com moda?
JM - É que a moda, como a vida, está sempre mudando e se reinventando. No mundo da moda não tem espaço para tédio.
BM - De onde vêm as tendências?
JM - De algum lugar do Sistema Solar, acho eu.
BM - Dá pra falar em “moda brasileira”?
JM - Claro!Se não desse, o que a gente estaria fazendo aqui?
BM - O que é da elegância, na era das celebridades instantâneas?
JM - Hoje ficou mais fácil falar em elegância pelo negativo: não há elegância na afetação nem na vontade de aparecer. A verdadeira elegância vem de dentro.
BM - O que você recomendaria para um jovem que quer ser estilista?
JM - Vá andar de kart, namorar, viajar de barco pela Amazônia, acampar na Patagônia, colecionar figurinhas e cobras e lagartos, namorar, fazer dança de roda, empinar pipa, namorar, gastar sapato na 25 de Março, pixar parede e ir pra cadeia, protestar contra a exploração dos recursos naturais, namorar, etc, etc, etc. E namorar, que a vida é curta, né, meu bem?
BM - E a pergunta que eu sempre faço: Jacques Leclair ou Vítor Valentim?
JM - Nenhum dos dois: Jaqueline Maldonado!
E algumas perguntas pessoais, pro público te conhecer melhor:
BM - Se você pudesse voltar no tempo, pra qual época você voltaria?
JM – Pro Egito Antigo, como Cleópatra.
BM - Uma música?
JM - Ilariê, é claro!
BM - Um ícone fashion?
JM - Elvira, a Rainha das Trevas! Sempre quis ser ela.
BM - Campo ou praia?
JM – Um submarino conquistando os reinos da Atlântida.
BM - Uma cor que te inspira…
JM - Rio, hot and blues.
BM - Qual é a sua celebração predileta?
JM - Qualquer uma que tenha cajuzinho.
BM - Uma qualidade e um defeito….
JM - Minha maior qualidade é fazer o bem. O meu maior defeito decorre das dificuldades de por em prática a minha maior qualidade.
BM - Do seu relaconamento com Jaques Leclair…
JM - ( Conjunto vazio )
BM - Jaqueline Maldonado é uma mulher em busca de..
JM - De ilusões que me façam feliz.
Beatriz M.
Beatrice M. fala sobre Jacques Leclair e Victor Valentim:É a lama!É a lama!
Embora diferentes no estilo, Valentim e Jacques Leclair partilham do gosto de chafurdar na lama. Mesmo quando são vítimas de calúnia, tiram proveito das polêmicas e as revertem em seu próprio interesse. Mas afinal, se o lema do país é levar vantagem em tudo?
Uma lógica perversa e tipicamente brasileira, embora nenhum dos dois, ao menos em teoria,o seja. Acusado pela extinta revista SOS Babado e pelo extinto estilista Rony Pear de não ser o responsável por suas criações, Jacques Leclair em vez defender a sua integridade artística, preferiu um mísero cala-boca da Editora Sampaio,que consiste numa parca cota de publicidade.
Já Valentim, diante do boato de que a simplória Nicole Oliveira seria sua amante, instruiu a costureira a contar detalhes sórdidos para confirmar o seu estereótipo patético de latin lover.
O nível da disputa entre os dois estilistas ultrapassa o chão e alcança o esgoto. De onde, aliás, se origina a inspiração para golpes de marketing tão imundos quanto eficientes. A moda que eles produzem? Bem, este é o detalhe que menos importa. Ao menos, pra eles.
Mas o que é realmente de se admirar nessa história não é a postura de Leclair ou Valentim,e sim a participação deplorável da Editora Sampaio nessa mixórdia. Outrora uma editora de publicações d ignas e relevantes,ela infelizmente cedeu ao apelo do sensoacionalismo para fazer caixa.
No vasto lamaçal, em que chafurda a Editora, nem Moda Brasil se salva, já que terá de fazer matérias enaltecendo Jacques Leclair, para compensar as mentiras publicadas por SOS Babado.Mais um reduto da inteligência e do bom-gosto acaba de ser conspurcado. Oremos por esta perda.
No post anterior comentei que revistas de fofoca (como SOS Babado) servem ao menos para embrulhar peixe em feira. Sinto-me profundamente arrependida por ter escrito isso. Afinal, que mal fizeram os peixes para merecer tão deplorável fim?
Com as saudações de
Beatrice M.
Assinar:
Postagens (Atom)


