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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Hoje na 'Sessão da Tarde', 19/11/2014: 'A Cura'


A Cura (1995)
Erik é um garoto solitário que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho Dexter, um garoto soropositivo de 11 anos.

Título Original: The Cure
Elenco: Joseph Mazzello, Brad Renfro, Annabella Sciorra, Diana Scarwid, Bruce Davison, Nicky Katt
Direção: Peter Horton
Nacionalidade: Americana
Gênero: Drama


Hoje, 14h45

sábado, 16 de abril de 2011

A Próxima Novela das 9 de João Emanuel Carneiro


Autor de tramas como “Da cor do pecado” e “A favorita”, João Emanuel Carneiro prepara sua próxima novela para março do ano que vem. Ele diz que o tipo que não falta em suas histórias é alguém em busca da família:
— Sou fascinado por essa ideia, talvez porque a minha família seja muito pequena.
Fã e criador de bons vilões, ele revela que curte assistir a um filme de terror em boa companhia. E comenta que sente falta de ver clássicos na grade noturna. Programa que inspira o novelista?
— Andar na rua — garante ele.
O GLOBO: Qual é a novela com os melhores vilões?
JOÃO EMANUEL CARNEIRO: São tantas. “Roque Santeiro”, “Vale tudo”, “A próxima vítima”... Eu gosto de folhetins sobre vingança. Minha próxima novela vai caminhar por aí.
E a fórmula imbatível para uma trama dar certo?
CARNEIRO: Não tem fórmula. A novela precisa ser boa, só isso
Gosta de seriados?
CARNEIRO: Muito. Tenho cultivado o hábito de vê-los de uns anos pra cá. O seriado, como a novela, convida o espectador a conviver um tempo com aqueles personagens e universo. É a tal força do hábito. Certos programas lembram épocas determinadas da minha vida em que eu os via.
Autor favorito:
CARNEIRO: São muitos. Eu me identifico bastante com o Silvio de Abreu, que é um mestre para mim.
Personagem com o qual você se identifica:
CARNEIRO: Os transgressores.
Qual gostaria de ter escrito?
CARNEIRO: O Dexter (do seriado homônimo), um assassino em série de outros assassinos em série. Que ideia genial!
Trama que queria ter criado:
CARNEIRO: Gosto muito de outras novelas, mas gostaria de ter escrito as minhas mesmo.
Cena memorável:
CARNEIRO:Difícil pergunta... O encontro de Roque Santeiro (José Wilker) e Viúva Porcina (Regina Duarte), em “Roque Santeiro”, o incêndio da casa da mãe da Maria de Fátima (Gloria Pires), em “Vale tudo”, e por aí vai...
Para rir:

CARNEIRO: Bons comediantes.
Na hora da insônia:
CARNEIRO: Discovery Channel para dar sono.
Quando muda o canal?
CARNEIRO: Quando entra um reality. Não assisto. Detesto.
Vê, mas não admite:
CARNEIRO: Telecompras.
Para ver acompanhado?
CARNEIRO: Filme de terror.

Sessão Extra

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dimas continua sua missão em 'A Cura'


Dimas (Selton Mello) decide permanecer em Diamantina para cumprir sua missão na série “A cura”. O médico é convencido por Rosângela (Andréia Horta) depois que fica provado que Edelweiss (Inês Peixoto) foi curada. A ex-namorada de Dimas também vai se esforçar para que ele seja readmitido no hospital.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Artistas mineiros em 'A Cura'


Assistir ao seriado “A cura” é como fazer uma viagem a Minas Gerais. Além de boa parte da história ter sido gravada nas ruas de Diamantina, o elenco mineiro — encabeçado por Selton Mello e Andréia Horta — garante o sotaque carregado nos diálogos, com muitos rostos até então desconhecidos na telinha (leia mais nos quadros).

— Essa foi uma opção minha e do (diretor) Ricardo Waddington, para dar mais verdade à história. Eunice Bráulio, que faz a Nonoca, por exemplo, a gente achou num teste. Ela fala que ela é que me escolheu — diz o autor João Emanuel Carneiro.

A atriz conta que soube que a fofoqueira seria dela no momento em que leu o texto.
— Já fui até caracterizada de Nonoca, com uma roupa comprida, fechadinha, de cabelo preso... Tem personagem que se apropria da gente — conta ela, que, com mais de 30 anos de carreira no teatro, faz sua estreia na TV: — Sempre foi meu sonho trabalhar em televisão. Brinquei que eu estava me sentindo a Cinderela indo para o baile.

Agora, Eunice, que é de Estrela do Indaiá, curte a repercussão do trabalho.

— O pessoal aqui da rua diz: “Que vontade de bater na Nonoca!”. Apesar de ser a parte engraçada da história, ela também é venenosa — explica a atriz, de 55 anos, que mora em Belo Horizonte e diz ter se inspirado em várias pessoas para compor a personagem: — Tem muita Nonoca por aí!

Do teatro para a TV

Outra veterana dos palcos, Inês Peixoto se destacou nos primeiros episódios na pele da polêmica Edelweiss, a paciente curada por Dimas (Selton Mello) e vítima de um assassino misterioso. Mas o público ainda vai voltar a ver a personagem, que guarda muitos segredos do passado.

— Minhas professoras de pilates ficam mandando mensagens, perguntando o que vai acontecer, mas não posso contar (risos). Esse retorno das pessoas é muito gostoso — diz a atriz, de 50 anos, de Belo Horizonte.
Inês comemora a oportunidade de estar no seriado ao lado dos companheiros do grupo de teatro Galpão, Chico Pelúcio, o Genivaldo, e Fernanda Vianna, que faz uma participação na trama.

— “A cura” tem papéis interessantes na mão de atores desconhecidos na TV. Para a gente, é bem-vindo demais — conta Inês, que fez participação na série “Hoje é dia de Maria”.

Álvaro Chaer, que interpreta Wesley, conta que os autores incorporaram ao texto expressões típicas dos mineiros, sugeridas pelos atores.

— Nunca achei que pudesse haver esse tipo de troca em televisão — conta o mineiro, de 25 anos, que mora no Rio há cinco: — Fiquei muito feliz de reencontrar a Rita Clemente, que faz Samara. Ela foi minha professora de teatro, e cresci assistindo às peças do Galpão.


Tino Gomes e Dayse Belico
Os atores são Leleco e Gildinha, os pais de Cristiano, o amigo de Dimas que morreu há muitos anos. Tino, de Montes Claros, é também músico e escritor. Participou da minissérie “Grande sertão: veredas”, na Globo. Atriz, diretora e produtora, Dayse, que é de Belo Horizonte, faz sua estreia na TV.



Rogério Márcico
É Ciro, avô de Dimas, ex-prefeito da cidade. O ator é nascido em Poços de Caldas. Seus últimos trabalhos na TV foram nas novelas “Água na boca”, da Band, e “Maria esperança”, no SBT.



Rita Clemente
Sua personagem é Samara, mulher de Carlindo (Jackson Antunes). Atriz, diretora e professora de teatro, Rita tem trabalhos no cinema como os longas “Batismo de sangue” e “Pequenas histórias”.



Ferruccio Verdolin
Interpreta Antônio Carlos, o prefeito da cidade. Nasceu em Barão de Cocais, e, além de ator, é artista plástico e escritor. Participou dos filmes “O vestido” e “Depois daquele baile”.



Chico Pelúcio
É Genivaldo, o pistoleiro da cidade, que tem uma relação complicada com o filho, Wesley. Assim como Inês Peixoto, o ator, nascido em Cruzilha, integra o grupo de teatro Galpão. Faz sua estreia na TV.



Álvaro Chaer
Vive Wesley, melhor amigo de Lucinha (Luiza Mariani). Formado em artes cênicas pela Uni-Rio, já fez participações em “Malhação”, “A grande família” e “A turma do Didi”, entre outros.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Cura:O Novo seriado da Globo de João Emanuel Carneiro, autor de A Favorita


Não se podia esperar pouco de João Emanuel Carneiro e Ricardo Waddington, autor e diretor de “A favorita” (a melhor novela dos últimos dez anos), na volta da dupla em “A cura”, série que estreou na Globo com 20 pontos de média de audiência. Eles acertaram mais uma vez e jogam para o alto o nível da TV. Talvez seja ainda cedo para fazer uma análise definitiva da série, mas quem viu vai querer acompanhar essa história de suspense com toques sobrenaturais. Só ficou a dúvida se as imagens do passado são mesmo necessárias. No primeiro capítulo, sobraram.

A bela cidade de Diamantina, em Minas Gerais, virou cenário perfeito para a série, permitindo voos aéreos das câmeras, provando o capricho da direção. Embora o público tenha conhecido vários personagens, a história será centrada em poucos, com foco especial em Dimas, médico vivido por Selton Mello em seu retorno à TV. Assim fica mais fácil ficar preso à história e criar empatia com os personagens, já que "A cura" será exibida apenas uma vez por semana. Recurso ignorado por "Na forma da lei" - mas esse era apenas um dos problemas da série de Antonio Calmon.

Foi curioso ver um protagonista fumante em tempos policamente corretos na televisão. Pode parecer um detalhe, mas, de certa maneira, foi uma prova de ousadia dos criadores. Ousadia essa vista em vários momentos da história, seja nos enquadramentos ou na temática, criando uma atmosfera de suspense, raramente vista na TV brasileira.

Selton Mello ainda parece procurar seu personagem, optando desde o começo por uma atuação mais comedida. O destaque, no entanto, foram para os rostos desconhecidos do grande público. Mérito da direção que encontrou grandes atores mineiros para a série, como Inês Peixoto, que roubou a cena na estreia como a intrigante paciente de Dimas.